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Venezuela aposta em "expansão territorial", de olho no petróleo da Guiana

Ditador Nicolás Maduro quer emplacar referendo para justificar invasão à vizinha Guiana

Guiana: ouro negro atrai ditador venezuelano - Crédito: Governo da Guiana


Enquanto Nicolás Maduro ajudava a afundar a Venezuela em crise - incluindo, o sucateamento completo da petrolífera estatal PDVSA - a pequena Guiana caminhava no sentido oposto - e rumo ao progresso.


A partir de 2015, o pequeno país a nordeste da América do Sul banhado pelas águas caribenhas iniciou uma parceria com a norte-americana ExxonMobil para explorar seus abundantes campos de petróleo.


O resultado dessa corrida do ouro negro elevou o PIB (Produto Interno Bruto) da Guiana em 66% em 2022, colocando a ex-colônia britânica de apenas 215 mil km² no topo do crescimento per capita da região.


A guinada guianense, pouco abordada pela mídia tradicional - não escapou dos olhares autoritários de Nicolás Maduro, que agora enxerga o país fronteiriço como janela para um eventual avanço territorial e comercial.


Maduro tenta emplacar referendo para invadir Guiana


Contando com o apoio definitivo de sua Suprema Corte - responsável pelo cancelamento das primárias vencidas pela opositora Maria Corina Machado, a ditadura venezuelana aposta na distração do mundo, ocupado com guerras em Israel e Ucrânia, para colocar em prática seu mais novo projeto de poder.


No embalo da confusão eleitoral, Maduro confirmou que o país fará uma “consulta pública” através de referendo para saber se a população está de acordo com a estapafúrdia ideia de anexar a República Cooperativa da Guiana ao território da Venezuela.


“Você concorda com a criação do estado 'Guayana Esequiba' e o desenvolvimento de um plano acelerado de atendimento integral à população atual e futura desse território que inclua, entre outros, a concessão de cidadania e carteira de identidade venezuelana?", questiona o referendo, claramente encobrindo a sanha de se apossar dos campos de petróleo da nação vizinha.


O flerte com o expansionismo fascista de Nicolás Maduro não passou despercebido dos mais interessados. O governo da Guiana, por meio do Primeiro-Ministro, Mark Phillips respondeu ao desejo de invasão.


“O objetivo é nada menos que a anexação do território da Guiana, em flagrante violação das normas da Carta das Nações Unidas e do Direito Internacional. Tal confisco do território da Guiana constituiria um crime internacional de agressão”, alertou.


China e Rússia: apoio dos poderosos do Brics

China National Offshore Oil Corporation


Aliada de primeira hora da Venezuela, a poderosa China tem marcado presença na Guiana há mais de uma década - com atuação na exploração do petróleo de seu litoral antes da chegada da multinacional norte-americana.


Segundo dados oficiais, a China National Offshore Oil Corporation opera em uma fatia de 25% do total dos campos petrolíferos da Guiana. A complexa geopolítica da região ainda conta com a Rússia, atuante na exploração da bauxita.


A questão retórica que não tem sido feita pela comunidade internacional - principalmente pelo Brasil no limite amazônico - é básica: Em caso de uma tentativa real de invasão da Venezuela, o país de Maduro contaria com apoio militar das potências euro-asiáticas?


















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