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Senador Cleitinho dispara contra volta de financiamentos do BNDES no exterior

Enquanto isso, Lula sonha em retomar a parceria empreiteiras-BNDES, interrompida após escândalos de corrupção


Senador Cleitinho - Agência Senado


Embora quase todas as atenções tenham sido voltadas para os países que já aplicaram calotes bilionários no Brasil, o possível retorno dos financiamentos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) em obras no exterior tem um objetivo quase translúcido: retomar a parceria com as grandes empreiteiras, comprometidas após os escândalos de corrupção apontados pela Operação Lava Jato.


Enquanto isso, no Congresso Nacional, alguns senadores decidiram combater - ao menos verbalmente - o PL 5.719/2023, concebido e enviado pelo próprio poder Executivo.


Uma dessas vozes resistentes à retomada dos projetos do BNDES em outros países é a do senador Cleitinho (Republicanos-MG). O congressista argumentou que o Brasil não pode voltar a "liberar dinheiro", porque a maioria dos países que já receberam o benefício ainda são devedores. “Quinze países estão devendo ao Brasil, o total dá quase US$ 10 bilhões”, apontou Cleitinho.


“Somente a Venezuela deve US$ 1 bilhão, Cuba US$ 120 milhões, Moçambique US$ 723 milhões. Como é que vão emprestar mais dinheiro para esses países que já estão devendo?”, questionou o senador, embora o texto do PL vede novos empréstimos a quem estiver pendente com o banco.


“Eu peço ao governo federal aqui que tenha a atenção que tem com a Venezuela, com Cuba, com esses países que ficam devendo, que a tenha com Minas Gerais. Tem que perdoar a dívida de Minas Gerais. Até porque não é o governador Romeu Zema que vai pagar a dívida não. Quem vai pagar essa dívida aqui é o povo mineiro, pagando imposto”, ressaltou.


Lula já afirmou que Lava Jato “destruiu empregos”


A retomada da parceria “BNDES-empreiteiras” é um sonho antigo do PT e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No início de seu terceiro mandato, o petista já adiantava que a situação das empresas não poderiam permanecer como ficaram após a constatação de corrupção provada pelo Ministério Público.


“Se (as empreiteiras) fizeram bobagem, têm que pagar o preço por ter feito bobagem. O que não dá é para um país do tamanho do Brasil, com as empresas de engenharia que tinha o Brasil, agora para fazer uma obra qualquer ter que trazer uma empresa chinesa”, elaborou.


O discurso de Lula é compartilhado de forma unânime dentro de seu governo. No começo de 2023, o ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, afirmou à imprensa que companhias como Novonor (a nova encarnação da Odebrecht), OAS, Andrade Gutierrez e Camargo Correa “poderiam quitar suas dívidas” com a justiça em troca da atuação em “obras públicas”.


“Com isso nós podemos acelerar sem depender do orçamento direto da União, porque são recursos que não estão lançados no orçamento e que poderiam vir para essas obras rapidamente”, complementou Rui Costa.



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