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Sem sinalizar cortes, contas do governo seguem ladeira abaixo

Déficit primário do governo central ficou em R$ 25,7 bi em agosto


Crédito da imagem: Divulgação


No primeiro semestre de 2023, as contas do governo Lula encerraram o período com déficit primário de R$ 78 bilhões, e o conjunto de medidas previstas pela equipe econômica de Fernando Haddad (PT) em parceria com o Ministério do Planejamento não são animadoras.


Sem indicar corte de despesas no horizonte, o Ministério da Fazenda tenta, desesperadamente, emplacar novos tributos - como a taxação das apostas esportivas e das compras no exterior para gerar mais receitas. A intenção, segundo a pasta, é estabelecer “déficit zero” como meta fiscal para 2024.


Enquanto isso não se concretiza, agosto já dá sinais de que os gastos devem permanecer superando as receitas - sem esquecer de que aumento de impostos não indica necessariamente crescimento de receita.


Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o déficit das contas do governo central chegou a R$ 25,7 bilhões - resultado do balanço entre R$ 134,6 bilhões de receitas líquidas e R$ 160,3 bilhões de despesas. Em julho, o déficit havia sido ainda maior: R$ 35,9 bilhões - o pior resultado da série histórica iniciada em 1997.


Embora as perdas de agosto de 2023 tenham sido inferiores a agosto de 2022 (quando o déficit bateu R$ 52,7 bi), o governo Lula já acumula déficit de R$ 102,9 bilhões. Em 2022, durante a gestão do governo Bolsonaro, as contas do governo central estavam no azul, com superávit de R$ 26,3 bilhões.


Congresso não compartilha otimismo


Ainda que a promessa de zerar as contas do país tenha sido mantida, o Congresso Nacional não compartilha do mesmo otimismo. Segundo levantamento feito pelo Ranking dos Políticos, 78% da Câmara e 100% do Senado afirmam que a meta do governo Lula deveria ser flexibilizada a tempo de não descumprir seus compromissos.













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