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Sem ‘populares’, governo Lula anuncia medidas que barateiam carro zero

Ações passam pela redução de IPI e pela utilização do FGTS como garantia no financiamento

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin (PSB), anunciaram nesta quinta-feira (25) um novo plano do governo para a redução dos preços de carros populares. O anúncio foi realizado pela manhã no Palácio do Planalto durante reunião com representantes do setor automotivo brasileiro.


Segundo análise de Linaldo Guimarães, economista-chefe do Rumo Econômico, em podcast em nossa plataforma, a medida é mais uma iniciativa populista desnecessária e fora de contexto do governo petista que subsidia o setor automobilístico em claro benefício das montadoras, sob a desculpa de manter a cadeia produtiva.


Entre as ações divulgadas pelo governo em prol da redução de custos ao consumidor final, haverá uma renúncia fiscal de ICMS e de parte do IPI em automóveis que custem até R$ 120 mil, sendo os veículos mais baratos os detentores de maiores descontos que vão de 1,5% até 10,70%. Além destas ações, há ainda a possibilidade de que o consumidor de menor renda utilize seu FGTS como garantia para o financiamento dos veículos em caso de inadimplência, fazendo com que o cidadão que não conseguir honrar as prestações do veículo, acabe tendo o automóvel apreendido e ficando sem o fundo de garantia.


O plano é estabelecido em meio a um momento de aperto financeiro do Governo Federal, e para Linaldo Guimarães, o cenário é semelhante a raios caindo no mesmo local mais de uma vez, pois medidas semelhantes foram tomadas no governo Dilma em que embora os pátios das montadoras tenham sido esvaziados, os pátios das financeiras e bancos, gerando leilões continuados de veículos cujos compradores não conseguiram oferecer as garantias necessárias para a permanência da posse sobre os veículos.


O cenário era de incerteza quanto à manutenção dos empregos e também de aceleração inflacionária, ou seja, um verdadeiro desastre. Semelhantemente, o mercado imobiliário sofreu o mesmo efeito catastrófico de devolução de imóveis financiados a prazos estendidos, e agora, Lula anuncia com imenso alarde a repetição da mesma tragédia anunciada.

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