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Saiba o real motivo por trás dos interesses da Venezuela pela Guiana

Disputada há séculos, a região de Essequibo despertou real interesse de Nicolás Maduro a partir de 2015


ONU - divullgação


Com direito a tutorial de votação divulgado de forma maciça na TV, o ditador Nicolás Maduro comemorou a “vitória” de sua campanha para que os eleitores votassem a favor da anexação do território de Essequibo ao país. Atualmente, a região pertence à Guiana, que conta com apoio de entidades internacionais contra o avanço do governo venezuelano.


Segundo informou o Conselho Nacional Eleitoral, foram computados 10,5 milhões de votos, sendo 96% favoráveis à proposta de Maduro Cerca de 95% dos venezuelanos concordaram ainda em não reconhecer a resolução da Corte Internacional de Justiça.


Na última sexta-feira (1), a Corte Internacional de Justiça definiu que o território de Essequibo não pertence à Venezuela, De acordo com o órgão ligado à ONU (Organização das Nações Unidas), o governo venezuelano também “não poderá tomar medidas que afetem a atual geopolítica da região”.


Venezuela x Guiana: a guerra pelo Petróleo

ExxonMobil


Essequibo representa atualmente mais de 2 terços do território da Guiana. A área revogada por Maduro é composta por uma selva impenetrável ao redor do rio Essequibo, e conta atualmente com uma população de 150 mil habitantes.


Durante os anos de colonização da América, a Espanha declarou que Esequibo fazia parte da Venezuela. A decisão não foi reconhecida pelos demais países, como Holanda e Reino Unido.


Já em 1899, outra decisão de uma corte internacional definiu que todo o território da Guiana era por direito dos britânicos. A decisão ganhou suporte do governo dos Estados Unidos.


Após décadas de disputas burocráticas, a briga pelo território ganhou corpo com a entrada da ExxonMobil como parceira do país na exploração de petróleo. Somente em 2022, a Guiana britânica cresceu mais de 63% em razão da exploração da commodity.


Os números que abriram ainda mais o apetite de Maduro, entretanto, são referentes aos prognósticos a médio prazo. Segundo a ExxonMobil, o campo Starbroek deve ser fonte para a extração de 1.2 milhão de barris diários de petróleo, o que deve tornar a Guiana o maior produtor per capita da commodity em todo o mundo em proporção populacional.


Segundo o censo mais recente, divulgado em 2021, apenas pouco mais de 804 mil pessoas vivem hoje na Guiana.



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