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Rombo fiscal não impede Brasil de fortalecer Palestina

Governo Lula repete 2009 com envio de R$ 50 milhões para socorrer a Faixa de Gaza

Lula ao lado do presidente da Autoridade Palestina - Agência Brasil/EBC


Na última semana, o governo federal revisou a projeção de déficit primário das contas públicas para R$ 177,4 bilhões até o final de 2023. Os problemas fiscais, entretanto, não parecem obstáculos para ações de benefício a terceiros. Ao mesmo tempo que via descontrole no balanço entre receitas e despesas, Lula editou uma MP (Medida Provisória) de R$ 50 milhões destinada a resgatar brasileiros no Oriente Médio e a prover ajuda humanitária à Faixa de Gaza.


O antigo desejo de ser protagonista em crises internacionais - e de ficar ao lado dos agressores a Israel -, por sua vez, não é uma prática da atual gestão em Brasília. O mesmo governo Lula, em seu segundo mandato, chegou a aprovar em 2009 um pacote de R$ 25 milhões destinados à Autoridade Palestina. Medida, esta, que contou com o crivo do próprio Congresso Nacional e que seria consolidada apenas em 2010.


Embora agências de checagem como a Aos Fatos tenham se esforçado para garantir que os recursos não seriam destinados ao Hamas - que governa desde 2007 a Faixa de Gaza - é amplamente conhecido que o grupo terrorista tem atuado ao longo dos anos para desviar ajuda bilhões em ajuda humanitária, transformando os recursos em armas e munições para atacar Israel.


A nova MP de R$ 50 milhões a ser destinada à Palestina, por exemplo, foi coincidentemente editada após os líderes do Hamas ponderarem que “o Brasil não havia feito o suficiente”, além de condenar a reação de Israel e de não especificar o grupo como uma organização terrorista.


Hamas tem desviado ajuda humanitária há mais de uma década


Apesar de não haver provas concretas de que o dinheiro do pagador de impostos seja convertido em recursos para o Hamas, a organização é famosa por interceptar alimentos e desviar dinheiro originalmente doados a causas humanitárias em Gaza.


Já em 2009, a Agência da ONU para Refugiados (UNRWA) acusou o Hamas de confiscar toneladas de cargas com ajuda humanitária destinada à Faixa de Gaza.


Além dos desvios promovidos pelo grupo terrorista que domina a região desde 2007, há neste momento um consenso entre as principais democracias do planeta de impedir que fortunas cheguem ao Hamas por meio de contas abertas em países como Irã e Catar. O Catar, a propósito, tem comandado as ações para a troca de reféns e prisioneiros entre Israel e Hamas. Além disso, o Catar tem servido como base para as lideranças da facção, com fortunas acumuladas em mais de U$ 15 bilhões.


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