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Relatório aponta que bancos estão por trás de 70% dos casos de 'lavagem-verde' em 2023

O aumento de casos registrado ocorreu nos últimos 12 meses

Crédito da imagem: Reprodução


Em relatório divulgado na última terça-feira (3), a empresa de dados ambientais, sociais e de governança (ESG) RepRisk, expôs que nos últimos 12 meses, em comparação com o ano anterior, bancos e serviços financeiros em todo o mundo tiveram um crescimento de 70% em participação na chamada "lavagem verde", ou "greenwashing", que em linhas gerais, consiste em assumir uma postura corporativa quanto a uma 'responsabilidade ambiental' perante investidores ou consumidores, que na prática não tem aplicação real. A prática tem por objetivo elevar a reputação das organizações, como também seus resultados financeiros perante o público consumidor.


Segundo os dados apresentados pela RepRisk, foram globalmente registrados no setor bancário e serviços financeiros cerca de 148 casos até o final de setembro de 2023, e especialmente envolvendo afirmações sobre combustíveis fósseis. O número alcançado nos 12 meses anteriores foi de 86 casos no mesmo período.


Entre os 148 casos notificados este ano 106 tiveram origem em instituições financeiras da Europa. Em sua defesa, a Federação Bancária Europeia queixou-se de que o relatório da instituição incluía alegações não verificadas de lavagem verde em seu relatório.


Em contrapartida, a RepRisk alega possuir dados que remontam a 2007 que indicam a prática realizada pelas organizações desde esse período, dados esses conseguidos por meio de análise de fontes públicas de informação, como também com origem em partes interessadas, ao invés das informações publicadas pelas próprias empresas.

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