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Reformas estruturais são propostas por conselheiro do BC chinês

Medidas visam revigorar a economia do país.

Crédito da imagem: GETTY IMAGES


No fórum financeiro anual chamado Bund Summit, realizado recentemente em Xangai, o membro do comitê de política monetária do Banco Popular da China (PBOC), Liu Shijin, declarou que para Pequim, a margem de manobra para flexibilização da política monetária do país é limitada pelo crescimento dos diferenciais das taxas de juros em relação aos EUA.


A solução do quadro, passa, em boa medida, pela necessidade de reformas estruturais, com incentivos a empreendedores, no entanto, até o momento, foram apresentadas pelo governo apenas políticas macroeconômicas que visam reativar o crescimento e têm falhado miseravelmente.


De acordo com as declarações de Shijin, o governo chinês, do ponto de vista fiscal, encontra-se sob forte estresse, em vários níveis, e caso insista na continuidade dessa estratégia que já se provou falida, serão acumulados um número cada vez maior de efeitos colaterais, além de deixar escapar a oportunidade de realizar as reformas estruturais tão necessárias.


Entre as ações necessárias, estão reformas que atinjam a demanda, facilitando aos migrantes que atuam no mercado de trabalho, o acesso aos serviços públicos disponíveis aos moradores das cidades, como também reformas que alcancem o lado da oferta, envolvendo estímulos aos empreendedores, especialmente em setores emergentes.


Compreendendo a gravidade da situação e a necessidade de sanar as demandas desses dois setores, o principal órgão chinês de planejamento econômico anunciou este mês a criação de um departamento específico criado para socorrer empresas privadas, enquanto o governo tenta restaurar a confiança dos investidores, gerada mediante forte repressão do Estado sobre as instituições.


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