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Previsão de inadimplência de países com economias mais frágeis acendem alerta do mercado

Países economicamente mais fracos têm vencimento de títulos em curto prazo e podem gerar crise de dívidas

Países emergentes e com estruturas econômicas com recursos mais restritos patinaram sobre as dificuldades gerada pela crise sanitária e depois pela guerra entre Rússia e Ucrânia por meio de ajuda financeira concedida por credores multi e bilaterais em todo o mundo. Entretanto, um conjunto de altos juros com perfil mais rígido associado a um lento crescimento da economia global faz com que esses países tenham diante de si um enorme desafio a contornar, tendo em vista que muitos deles apresentam um cenário econômico interno de muitas dificuldades e precisarão em breve renegociar as dívidas adquiridas nos momentos de crise.


Os pagamentos de títulos internacionais de alto rendimento dos mercados emergentes representam em torno de US$ 30 bilhões em 2024, o que significa um expressivo aumento quando comparado com os US$ 8,4 bilhões que restam para o fim deste ano, o que gerará um grande problema, caso boa parte dos emissores não tenham condições de refinanciar essas dívidas.


James Wilson, estrategista soberano de mercados emergentes do ING afirma que "um período mais prolongado sem acesso ao mercado seria mais preocupante para os níveis de classificação mais baixa do universo soberano dos mercados emergentes".


O tema deverá ser abordado nesta semana em Washington, durante os encontros de primavera do Banco Mundial/FMI, onde formuladores de políticas e gestores de ativos discutirão quais as alternativas para mitigar a forte ameaça de sobre-endividamento dos países em pior situação econômica.


Ao citar a preocupação dos investidores com os riscos de financiamento do Quênia no valor de US$ 2 bilhões com vencimento em 2024, o estrategista de crédito soberano da EEMEA para o BofA, Merveille Paja, declarou à Reuters que “o mercado espera que mais soluções sejam entregues, seja a resiliência e o fundo de sustentabilidade do FMI ou uma emissão externa de US$ 1 bilhão ou um empréstimo sindicalizado".


De acordo com informações do Investing.com “o Fundo de Resiliência e Sustentabilidade, aprovado há um ano, é um mecanismo de empréstimo para preparação climática e pandêmica para países de baixa renda e alguns de renda média”.

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