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Previsão de colapso na Bolívia é reflexo de modelo econômico socialista

Governo tenta ocultar péssimos resultados

Desde sua posse em 2020, o presidente e ex-ministro da economia da Bolívia, Luis Acre enfrenta protestos por parte da população, e não é à toa; O país vive um declínio crescente em sua economia, algo que não é exatamente uma novidade, ou mesmo uma realidade que não tenha sido prevista.


Seu antecessor, Evo Morales, há décadas adotou uma política econômica autodestrutiva, baseada no estrangulamento da atividade econômica privada, chegando a ter uma dívida pública equivalente à 80% do Produto Interno Bruto (PIB) do país, em meados de 2014, com subsídios insustentáveis e agigantamento do poder do Estado sobre a iniciativa privada.


meio a inúmeras crises dentro e fora do país, entretanto, seguiu a mesma direção de seu antecessor, do qual foi ministro da economia, e nos últimos dois meses a situação interna tem se tornado insustentável.


Embora o governo alegue que a economia do país “é forte, solvente e estável”, a simples necessidade de realizar tal afirmação, comprova o oposto. “Dólares não faltam”, diz o Banco Central Boliviano, no entanto, desde fevereiro a instituição suspendeu a publicação de dados sobre as reservas cambiais. Em março, a instituição adotou a prática incomum de venda direta de dólares ao público, tendo em vista a escassez da moeda nas casas de câmbio, e por fim, devido à alta procura pela moeda precisou partir para um pré-cadastro digital que já possui uma enorme fila de espera e prazo estendido para atendimento das solicitações.


Atualmente, impossibilitado pelo Congresso de vender suas reservas em ouro, com sindicatos querendo negociar aumentos salariais em até 10%, previsão de inflação de 6% neste ano, e mais protestos que estavam previstos para ontem, a expectativa não é positiva e o presidente de esquerda não poderá fugir da realidade por muito mais tempo.

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