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Presidente do BoE afirma que aumento da inflação deve ensinar ‘grandes lições’ à instituição

Parlamento britânico pressiona administrador do Banco Central da Inglaterra por respostas à elevação dos preços

O presidente do Banco Central britânico (BoE), Andrew Bailey, e outros funcionários da instituição financeira enfrentaram nesta terça-feira (23), duas horas de duras críticas e intensos questionamentos por parte dos legisladores do país, em pleno Parlamento britânico. A sessão de perguntas e respostas tratou sobre o fraco desempenho do BoE em prever a escalada da inflação. Como resposta, Bailey declarou que a instituição financeira tem “grandes lições a aprender” com respeito à política monetária a ser adotada perante “grandes choques”.


Com números ainda em dois dígitos, e a maior e mais rápida elevação dos preços de alimentos desde a década de 1970, a Grã-Bretanha registrou a taxa inflacionária mais alta de toda a Europa Ocidental, marcando 10,1%, o que colocou o BoE no centro das atenções e questionamentos da classe política, que avalia o desempenho do Banco Central como demorado perante a elevação dos preços e também ausente de contato com as famílias mais carentes.


Dentre os questionadores inconformados com o desempenho do Banco Central, está o presidente do Comitê do Tesouro do Parlamento, Harriett Baldwin que mostrou sua insatisfação imediata com a falta de atenção da instituição quanto aos alertas dos produtores de alimentos, declarando que "Algo realmente deu errado com sua modelagem e sua rede de agentes, o que deve lhe dar essa vantagem em termos de informação".


Como resposta, Bailey alegou que os contatos de mercado do BoE foram informados em fevereiro que a inflação teria atingido o seu pico naquele momento, porém, a informação não foi precisa, tendo em vista eventos climáticos que interferiram na produção de insumos como o açúcar em diversas partes do globo.

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