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Preços do petróleo voltam a subir, apesar da crise imobiliária chinesa

Atualizado: 11 de set. de 2023

Commodity sofre influência dos juros em alta nos EUA

A segunda-feira (21) começou com tendência de alta na cotação do petróleo no mercado asiático, interrompendo a sequência de perdas acumuladas do commodity na semana passada. As cotações mais baixas no período entre 14 e 18 de agosto ocorreram por expectativas mais pessimistas sobre a economia chinesa (menor demanda por petróleo), além da política de juros nos Estados Unidos, que manteve a sinalização de novas altas pelo FED (Federal Reserve).


Somando todos esses fatores, os contratos futuros para o barril de petróleo do tipo Brent subiam 0,5%, atingindo US$ 85,21, Já o West Texas Intermediate teve alta de 0,5%, passando a US$ 81,08 o valor do barril de petróleo bruto.


As más notícias da China foram anunciadas pela autoridade monetária do país de Xi Jinping - o People’s (Bank of China (PBOC), que cortou os juros usados para empréstimos para 3,45% ao ano. Já a LPR (cotação que determina o valor das hipotecas no período de 5 anos) teve seu índice mantido em 4,20%.


Os analistas de mercado apontam que o banco central chinês está empenhado em evitar a todo custo a desvalorização de sua moeda. Além da proteção ao renminbi, existe ainda a preocupação com o mercado imobiliário. Nos Estados Unidos, a poderosa Evergrande pediu proteção contra uma eventual falência, o que imediatamente acendeu o sinal de alerta no PBOC. https://www.rumoeconomico.com.br/noticia/evergrande-nao-cumpre-compromissos-da-divida


Vale destacar que as importações de petróleo feitas pela China tiveram quedas significativas em julho, beirando recordes negativos do país.


Em um plano geral, os países que concentram as maiores produções de petróleo no Planeta não descartaram cortes mais significativos da produção de barris para os próximos 45 dias para o controle de preços. A medida significa que, pelo menos até setembro, os números ficaram limitados a 70 milhões de barris até o início de outubro.


Nem mesmo a melhora do cenário nos Estados Unidos (motivada pelo consumo maior de combustíveis nas férias de verão) levaram à estabilidade dos preços. Neste caso, o fator crucial foi a tendência de elevação dos juros da economia norte-americana.


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