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Petrobras se antecipa e investe na “sustentabilidade” dos créditos de carbono

Carro-chefe da ONU, legislação visa cobrar mais impostos de quem produz

Com pouco destaque na mídia - e tratado à miúdo pelo Congresso - tramita neste momento no legislativo um projeto de lei aprovado em abril que pode alterar drasticamente a produção industrial e agropecuária. O nome, como de praxe, tem a função de sensibilizar qualquer um que preza pela vida do planeta: Mercado Brasileiro de Redução de Emissões (MBRE).


Sob relatoria da senadora - e ex-jogadora da seleção de vôlei - Leila Barros (PDT), o PL 410/2020 foi criado para atender às necessidades da Agenda 2030 da ONU, porém, sem calcular sua real efetividade e impactos econômicos.


O PL, vale o alerta, está em estágio avançado. Após passar pela Comissão de Meio Ambiente da casa em 24 de agosto, o texto de autoria do Senador Chiquinho Feitosa (antigo DEM, do Ceará, hoje União Brasil) teve seu ciclo interrompido após pedido de vista coletivo, para “melhor análise” de seu conteúdo.


Contudo, antes que a matéria “sustentável” siga a rota legal rumo à sanção presidencial, algumas empresas se anteciparam à legislação, entrando de forma voluntária no mercado de créditos de carbono. Entre elas, a Petrobras - maior estatal brasileira.


Por meio de comunicado, a petrolífera confirmou sua estreia na agenda globalista, com a aquisição de 175 mil créditos de carbono. Segundo as regras do mercado, cada crédito representa em tese que o comprador evitou de emitir 175 mil toneladas de gás carbônico, dito pelos cientistas como fator causador do efeito estufa.


Mais do que isso, a Petrobras explicou que a aquisição dos créditos de carbono representa o equivalente à preservação de 570 hectares (ou 800 campos de futebol) da Floresta Amazônica. Ainda há a previsão da aquisição de US$ 120 milhões em créditos de carbono pela estatal até o ano de 2027.


De acordo com definições do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), um crédito de carbono é equivalente a 1 tonelada de CO2 que alguém deixa de emitir na atmosfera.


O Brasil é atualmente o 12º no ranking entre os mais poluidores - e nem chega perto de gigantes emissores de gás carbônico, como a China. Entretanto, é um dos mais pressionados a aderir aos planos da ONU de mudanças climáticas. Na prática, empresas que mais produzem terão de desembolsar mais impostos, com a justificativa de proteger a natureza. Na Europa, essa taxação obrigatória começará a vigorar em 2026, atuando diretamente no setor de combustíveis e mais de 12 mil modalidades produtivas.

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