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Petrobras mantém preços dos combustíveis

Abicom revela que valores são incompatíveis com o crescimento dos preços fora do país

A Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) divulgou um relatório sobre a defasagem de preços dos combustíveis na semana passada, e apontou que o valor médio atual da gasolina vendida nas refinarias da Petrobras estava já na última sexta-feira (28) defasada em relação aos preços internacionais em cerca de 24%, enquanto o diesel estava 21% abaixo.


O mercado internacional de petróleo e seus derivados tem enfrentado nas últimas semanas uma elevação constante dos preços, e as cotações do barril tipo Brent, referência global e da Petrobras, encontra-se hoje na faixa de US$ 82,00.


Desde o mês de maio, o governo federal junto ao presidente da petroleira, o ex-senador Jean Paul Prates, decidiram eliminar a PPI (Preço de Paridade de Importação) e realizaram dois cortes nos preços dos combustíveis, sendo o último deles no primeiro dia do mês de julho, em que nas refinarias a redução foi de 12,8% no óleo diesel, e na gasolina 5,3%.


Segundo a Abicom, embora exista uma estabilidade cambial, fator que também influi na PPI, o que mais tem pressionado os preços futuros é a relativa escassez na oferta de petróleo no cenário global.


Em reunião de 2 horas com o presidente Lula (PT), toda a diretoria da petroleira e outras autoridades na última terça-feira (1), Prates afirmou que ao contrário do que disseram rumores recentes, não pretende reajustar para cima os valores dos combustíveis até o momento. O presidente da Petrobras também negou que teria abandonado a ideia de uma elevação dos preços a pedido do presidente da República e que em momento algum trataram sobre o tema durante o encontro.

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