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Pacheco sai em defesa da legalização dos jogos de azar

Presidente do Senado alega que liberação auxiliará o governo no aumento da arrecadação

A liberação dos jogos de azar é tema recorrente no Congresso Nacional há décadas, não é um tema novo a ser levantado pelo presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que por sua vez, declarou na última quinta-feira (20), em Londres, que a legalização da modalidade no Brasil como também a regulamentação das apostas esportivas, podem ser um caminho para “uma arrecadação sustentável” no país.


A mais recente flexibilização ocorreu ao final de 2018 por meio de uma lei que permitiu aos sites de apostas esportivas atuarem dentro do país, o que rapidamente configurou um crescimento expressivo da atividade, a ponto de as empresas de apostas passarem a patrocinar praticamente todas as principais equipes de futebol feminino e masculino em atuação livre enquanto a regulamentação do mercado não é estabelecida.


A abertura aos sites de apostas esportivas trouxe novamente à tona o antigo debate da liberação dos jogos de azar em geral, desde a existência legal de bingos (que já atuam na ilegalidade), até a abertura de cassinos, e coloca em xeque uma forte questão ética relacionada a todas as relativizações e facilitação de atividades ilícitas que acompanham os ambientes de apostas, como a lavagem de dinheiro, o financiamento do tráfico de drogas, o aumento da prostituição e afins.


Para os empresários com claro interesse no setor, como também para parte da classe política ligada a eles, a justificativa do aumento de arrecadação não apenas é o suficiente para abrir as portas do país para a legalização e regulamentação do mercado de jogos de azar e todo o risco criminal envolvido, mas também parece ser a desculpa perfeita para sequestrar definitivamente um país como o Brasil, que enfrenta sérios problemas administrativos que têm origem em uma esquerda corrupta e radical.

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