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Os desafios de Milei: reverter a derrocada do Banco Central

Banco Central da Argentina sofre com escassez de dólares e maxidesvalorização do peso


Banco Central da Argentina - Divulgação


Neste domingo (10), Javier Gerardo Milei assume a presidência da Argentina e sua permanência na Casa Rosada nos próximos quatro anos deve ser assombrada pela incompetência em manter as contas em dia do governo kirchnerista de Alberto Fernández.


As provas da devassa cometida pela esquerda no país vizinho podem ser facilmente encontradas no legado do Banco Central - entidade financeira que Milei sonha em desativar, embora isso não deva ocorrer na fase inicial do choque capitalista que empregará como chefe do Executivo.


Exemplos da derrocada do BC argentino foram apresentados pelo Clarín na semana passada. Segundo a publicação, os responsáveis pela política monetária do país observaram uma fuga frenética de divisas em torno de US$ 23,4 bilhões, somente até novembro desde ano.


Com isso, o Banco Central da República Argentina conta hoje com saldo negativo nas reservas líquidas de US$ 12 bilhões. Quando assumiu a presidência da entidade em 2019, Miguel Pesce mantinha reservas líquidas de US$ 25 bilhões. Para mudar radicalmente o cenário, o presidente-eleito, Javier Milei, já anunciou o nome de Santiago Bausili para comandar o BC.


Banco Central da Argentina e o "desastre cambial"


Já o mercado de câmbio foi outro alvo fácil da política populista de Pesce frente ao BC argentino. Em 2019, por exemplo, o dólar oficial estava cotado a  60 pesos.


Por sua vez, as transações da moeda norte-americana no chamado “mercado informal” eram feitas a 65 pesos por dólar. Quando voltamos para o futuro, a derrocada cambial fica evidente. Em dezembro de 2023, o mesmo dólar oficial é comprado por 362 pesos, enquanto o dólar blue - cotação mais usada na informalidade - é vendido a 955 pesos.



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