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O Dilema da estabilidade de preços nas grandes economias Ocidentais

O papel dos Bancos Centrais na contenção dos juros e solidez das economias

O fenômeno da redução da oferta experimentado em todo o mundo com os efeitos da crise sanitária, que afetou fortemente as cadeias de produção, e derivou em fragmentação dos mercados e suas cadeias logísticas, parece ser no momento a maior preocupação dos economistas e dos diretores dos bancos centrais de blocos de países lastreados em Euros como moeda de referência, frente à necessidade de manutenção dos níveis de inflação em tempos da instabilidade na oferta e nos preços.


Manter preços em tempos de redução de produção e manutenção de demandas, implica em medidas adicionais que podem e devem ser tomadas em conjunto por economias relacionadas como no caso específico da União Europeia e a firme disposição de garantir a estabilidade dos preços.


Em meio a necessidade de recuperação econômica global, ressurge uma velha e perseguida ideia de desdolarização de algumas transações, com a adoção de moedas de países de bloco com economias não tão sólidas e ainda afetas à decisões políticas locais, como agora é o caso de países do bloco BRICS, que historicamente não guardam períodos de estabilidade das suas moedas notadamente como reserva de valor e moeda de troca comerciais, como é o caso do peso político do velho e surrado dólar norte-americano, que dispensa bancos destinados a garantir a sua conversibilidade.


Não parece sustentável esta proposição em termos macroeconômicos no curto prazo, dadas as recentes declarações de países como a China e a Rússia sobre fatores políticos que geram instabilidade global, e que sabidamente têm as suas economias dependentes da conversibilidade e da confiança na moeda patrocinada pelos Estados Unidos, cujo fiador é a sua conhecida estabilidade política, e multiplicidade de grandes investidores dentro e fora da sua economia.

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