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"Negacionismo econômico" de Lula derruba real e assusta investidores

Em entrevista ao UOL, Lula disse duvidar da necessidade de corte de gastos públicos, comparando o Brasil ao Japão e EUA


Lula: "economizar para quê?"

Sem medir as consequências de suas declarações, Lula voltou a impactar de forma negativa o mercado financeiro. Em entrevista ao UOL, o ocupante do Palácio do Planalto voltou a atacar empresários e o Banco Central, além de duvidar da necessidade real de corte de gastos públicos. 


O resultado dos comentários foi refletido pelo dólar, que chegou a valer R$ 5,52 no câmbio oficial, e na taxa de juros para contratos até 2032, que atingiram a marca de 12,32% na manhã desta quarta-feira (26).


Ao entrar novamente no campo da taxa Selic, Lula insistiu que o sucessor de Roberto Campos Neto na presidência do Banco Central seja alguém “voltado para o Brasil, e não para o mercado”.


“Não indico o presidente do Banco Central para o mercado, indico para o Brasil. E o mercado, seja financeiro, empresarial, produtivo, tem que se adaptar a isso”, afirmou.


“Preciso que os empresários do setor produtivo, da Fiesp, em vez de reclamarem do governo, façam passeata contra a taxa de juros. Porque são eles que estão com dificuldade, não o governo”, comparou Lula.


O Brasil gasta muito?


Sobre a gastança de seu terceiro governo, o petista voltou a colocar em xeque a real necessidade de reduzir despesas para atingir o equilíbrio fiscal.


“O Brasil é, efetivamente, 74% ou 75% (se referindo aos gastos públicos). Hoje está em 76% (do PIB). Está muito aquém dos gastos que os outros países fazem”, comparou Lula, citando potências cuja economia está bem à frente da brasileira, como Estados Unidos e Japão.


“O problema não é que tem que cortar (as despesas). O problema é saber se precisa efetivamente cortar ou se a gente precisa aumentar a arrecadação”, ameaçou.


Respondendo à dúvida do presidente, aí vão os números. Segundo a Receita Federal, a arrecadação do governo em maio teve alta real de 10,46% em comparação ao mesmo período de 2023, somando R$ 202,9 bilhões. Esta foi a maior arrecadação para um mês de maio desde o início da série em 1995.


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