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Milei derrota Massa e será o 52º presidente da Argentina

O economista Javier Milei superou com folga o candidato da situação, e agora terá a missão de derrubar uma inflação anual de 142%

La Libertad Avanza


Chegou ao fim mais uma era de domínio da esquerda na Argentina. Com quase 90% das urnas apuradas, o candidato do Libertad Avanza, Javier Milei, será o 52º presidente do país, contabilizando, até o momento (20h46 de 19/11), 56% dos votos válidos contra 44% de Sergio Massa, o atual ministro da Economia e representante da extrema-esquerda pelo partido Unión por la Patria.


A diferença parcial entre os adversários surpreendeu os analistas argentinos, comprovando a migração da maioria dos votos dados à Patrícia Bullrich, da centro-direita, no primeiro turno.


A primeira declaração, reconhecendo o resultado, veio do derrotado. “Continuo acreditando, como fiz no primeiro dia, que a Argentina precisa de acordos de política de Estado, que o sistema educacional, o sistema de trabalho, o sistema de garantias, de direitos humanos, de relações internacionais, devem ser acordos que a Argentina vai passar nos próximos dez anos", afirmou Massa, após ligar para Milei para cumprimenta-lo pela vitória.


“A partir de amanhã, quem terá a responsabilidade para dar as certezas é Milei”, completou.


Governo Milei deve apostar nos decretos emergenciais para ajustar a economia


A fase inicial do governo Milei deverá ser dominada pelos decretos emergenciais - que é a versão argentina para as Medidas Provisórias (MP). Os decretos emergenciais devem ter como alvo a 1ª geração de reformas, que podem ser aprovadas ou derrubadas pelo Congresso após seis meses de validade.


Entre as principais medidas que podem integrar a primeira leva de decretos estão a reforma do Banco Central (extinção do modelo existente), cortes de despesas públicas - incluindo o número de funcionários públicos - redução de impostos de exportação e o livre mercado de produtos agrícolas.


Há ainda a possibilidade da dolarização da economia, embora Milei tenha evitado confirmar esta alteração na reta final de campanha do segundo turno.



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