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Marfrig e Minerva ampliam poderio no mercado e preocupam produtores do agro

Venda de abates na América do Sul não impedirá Marfrig de lucrar R$ 130 bi por ano

Crédito da imagem: divulgação


No final de agosto, a Minerva Foods adquiriu por R$ 7,5 bilhões as 16 unidades de abate sul-americanas da Marfrig Global Foods, categorizada como a segunda maior produtora de carne bovina do mundo. O poder de alcance da Marfrig é bem abrangente, cobrindo os mercados de Brasil, Argentina, Chile, Uruguai, Colômbia e Paraguai.


Embora a venda para a Minerva Foods sinalize perda imediata de ativos, a Marfrig destaca que o acordo poderá levar a empresa a obter uma receita consolidada de R$ 130 bilhões por ano. Isso porque os complexos industriais da companhia, de grande potencial lucrativo, continuarão a ser administrados pelo grupo.


Do outro lado do espectro o fortalecimento das duas empresas acenderam um sinal de alerta para quem produz. Com a confirmação dos negócios entre a Minerva e a Marfrig (ou seja, caso não seja configurada conduta anticompetitiva), os criadores e comerciantes de gado bovino terão menos capacidade de negociação de seus produtos. Com sua aproximação da JBS (atual líder do segmento), a Minerva Foods ampliará a capacidade de precificação, o que pode ser nocivo também para o varejo.



Valor agregado


O acordo celebrado entre as partes - que ainda deverá ser aprovado pelos órgãos regulatórios - ainda deve consolidar a Minerva Foods como player de primeira linha no mercado de alimentos. A aquisição das unidades de abate foi concretizada justamente com o objetivo de descolar a Minerva da linhagem dos super frigoríficos. Com a aquisição, a Minerva conseguirá abater cerca de 42 mil cabeças de gado por dia (alta de 44%),


Já a Marfrig enxerga a venda dos ativos como oportunidade de negócios para ampliar sua visibilidade global. Na visão de Marcos Molina dos Santos, fundador e presidente do Conselho de Administração da Marfrig, a negociação com a Minerva elevará a empresa a uma patamar mais alto do segmento. “Enxergamos enormes oportunidades de crescimento, com margens mais altas e mais resilientes”, concluiu o executivo.

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