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Lula reclama do petróleo na COP-28, enquanto Petrobras aumenta produção

Discurso antagônico de Lula nos Emirados Árabes não se encaixa no perfil atual do país

Agência Brasil/EBC


Em sua estréia na COP-28 - a conferência da ONU que discute as mudanças climáticas no planeta, sediada este ano em Dubai, nos Emirados Árabes - o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a acusar os países ricos por não contribuírem financeiramente contra a “crise climática” além de criticar o uso “excessivo de combustíveis fósseis”.


“É hora de enfrentar o debate sobre o ritmo lento da descarbonização do planeta e trabalhar por uma economia menos dependente de combustíveis fósseis”, reclamou. “A ciência e a realidade nos mostram que a conta chegou antes. O planeta já não espera para cobrar da próxima geração”, alertou o petista.


O apelo de Lula contra o aumento da produção e uso de combustíveis a base de petróleo cai novamente na vala comum da hipocrisia. Fatos para comprovar a tese não faltam.


A começar pelo empenho da Petrobras na exploração do chamado ouro negro - grande vilão climático, segundo os ambientalistas. De acordo com números divulgados pela própria estatal, a produção petrolífera nacional saltou 9,6% entre julho e setembro em relação ao mesmo período de 2022. O crescimento representa 2,3 milhões de barris diários, contra 2,1 milhões no terceiro trimestre do ano passado.


Lula aprova exploração de petróleo na Foz do Amazonas


Além da extração em alta, o próprio Lula saiu em defesa da exploração de petróleo da Margem Equatorial na Foz do Rio Amazonas. Em setembro, após ser combatido dentro do próprio governo pela ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, o petista defendeu a atuação da Petrobras na região.


"Se encontrar a riqueza que se pressupõe que exista lá, aí é uma decisão de Estado se você vai explorar ou não. Mas veja, é uma exploração a 575 quilômetros à margem do Amazonas. Não é uma coisa que seja vizinha do Amazonas”, defendeu Lula.


Para contrastar ainda mais o discurso politicamente correto de Lula na COP-28, ainda há a possibilidade de o Brasil ser membro da Opep+, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e Aliados.


Segundo o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, o convite formal está sob análise e prevê a entrada do país em janeiro de 2024, em um “momento que se discute a transição energética”.


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