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Lula quer lobby espanhol para destravar acordo Mercosul - União Europeia

Negociações estão travadas principalmente por oposição francesa

A Espanha assumirá em julho a presidência do bloco comum europeu e tendo em vista sua iminente força sobre o grupo de 27 países membros da União Europeia, o presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e sua comitiva estão em Madri desde a última terça-feira (25). O objetivo do governo brasileiro com a visita é conseguir os espanhóis como aliados em um lobby que visa obter a conclusão do acordo de livre comércio entre UE e Mercosul, assinado em 2019 pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) após 20 anos de negociações.


O andamento do acordo está estagnado, principalmente por entraves ambientais alegados pelo governo francês, que exige garantias “sólidas” quanto ao cumprimento o Acordo de Paris (tratado mundial sobre mudanças climáticas) como condição para que o tratado seja efetivado.


Por debaixo dos panos das negociações intercontinentais é sabido que há por parte do governo francês enorme pressão para que o acordo que deverá isentar os países do Mercosul de tributos para exportação principalmente de produtos agrícolas aos 37 países envolvidos, não seja concluído, tendo em vista o receio dos produtores europeus de que a concorrência seja desleal quanto a preços e custo de produção, dando vantagem competitiva praticamente imbatível aos países sul-americanos.


Em evento junto a empresários em Madri, Lula declarou: "o Brasil e os outros países do Mercosul (Argentina, Paraguai e Uruguai) estão engajados no diálogo para concluir as negociações com a União Europeia e esperamos ter boas notícias ainda este ano. É um acordo muito importante para todos e queremos que seja equilibrado e que contribua para a industrialização do Brasil". Entretanto, o petista e sua equipe terão de provar sua capacidade de negociar com autoridades bastante resistentes quanto ao tema, principalmente em meio às polêmicas declarações recentes sobre a situação de conflito entre Rússia e Ucrânia, realizadas pelo próprio Lula nos últimos dias, e que gerou reações de forte insatisfação por parte de países do bloco europeu.


FONTE/CRÉDITOS: Rumo Econômico com informações da BBC News

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