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Lula "estraga a festa" de Haddad e afirma que não cumprirá meta de déficit zero

Justificativa apresentada pelo presidente foi de manter as obras do PAC 3


Agência Brasil/EBC


Antes de assumir seu terceiro mandato, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acusou a gestão anterior de provocar “terra arrasada” na economia nacional.


Acusações à parte, o governo de transição solicitou antes mesmo de pegar o bastão da presidência, que o Congresso aprovasse a chamada PEC do Fura-Teto, com aval para um rombo de R$ 168 bilhões no orçamento de 2023. Como justificativa, “cumprir as obrigações sociais, como o pagamento do Bolsa Família.


O segundo passo do governo Lula foi uma promessa das mais ousadas. Em 31 de agosto - menos de dois meses atrás - o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), declarou durante anúncio do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2024 que seria plausível obter déficit primário zero, graças ao equilíbrio do arcabouço fiscal.


Nesta sexta-feira (27), contudo, Lula trouxe à luz uma informação bem mais condizente com o perfil de sua administração: “dificilmente” irá conseguir atingir a meta prometida por sua equipe econômica.


“Eu não vou estabelecer uma meta fiscal que me obrigue a começar o ano fazendo corte de bilhões nas obras que são prioritárias para esse país”, ratificou o presidente em conversa aberta com jornalistas.


Lula defende PAC-3


Ao ser questionado pelo compromisso de controlar a dívida pública e zerar o déficit do governo, Lula tentou dar guarida a seu ministro da Fazenda, mas descartou esforços mais contundentes.


“Eu sei da disposição do Haddad, sei da vontade do Haddad, sei da minha disposição. Quero dizer para vocês que nós dificilmente chegaremos à meta zero, até porque não quero fazer cortes em investimentos de obras”, complementou.


Os investimentos os quais Lula se refere são direcionados à versão requentada do Plano de Aceleração do Crescimento - o PAC 3 - anunciado com pompa e circunstância em agosto. Orçadas em R$ 1.7 trilhão, as obras preveem melhorias em infraestrutura, transportes, energia e saúde.




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