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Lula encontra dificuldades para indicar Mantega à Vale

Atualizado: 11 de set. de 2023

Regras internas protegem a empresa de interferência política

O presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT), tem buscado uma forma de colocar no comando da Vale (BVMF:VALE3), seu ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega. A prática de distribuir cargos de alta relevância seus velhos conhecidos que de certa forma mostraram alguma espécie de fidelidade a Lula e ao Partido dos Trabalhadores nos anos de dificuldade, é uma velha conhecida de todos que acompanham a trajetória da esquerda brasileira ao logo das últimas 4 décadas.


No entanto, Lula tem encontrado inúmeros obstáculos na realização de seu projeto para a empresa, o principal deles é o robusto conjunto de regras e exigências para o preenchimento do cargo. Diferentemente do que ocorria em 2011, a Vale hoje é classificada como uma “corporation”, ou seja, uma espécie de empresa sem controle definido, e desde 2020 adotou dispositivos que servem como anticorpos para resistir às tentativas de ingerência política em sua operação.


Dentre esses dispositivos encontramos a política de sucessão do cargo de presidente da empresa. Uma alteração neste setor só pode ser realizada depois que o conselho administrativo contratar uma empresa de seleção de executivos que atue fora do país, a qual indicará três nomes para o cargo, a fim de que o próprio colegiado da empresa realize a indicação de um nome. Esse processo pode ser realizado a qualquer momento, entretanto, é comumente realizado quatro meses antes do fim do mandato de cada presidente. Dentre outras regras, esta é uma das que torna ao presidente, uma missão quase impossível realizar a indicação ao cargo de algum apadrinhado que represente os interesses obscuros do PT e seus aliados.

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