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Lira confessa acordão para cobrar mais impostos do povo brasileiro

Após líder do PT "entregar" o plano, Lira disse que o fim da isenção das compras em sites estrangeiros "será um benefício para todos"

Lira: missão dada é missão cumprida

Na última terça-feira (28), governistas e aliados de Arthur Lira uniram forças para emplacar o PL 914/2024 antes que a medida provisória (MP) que instituiu o Programa Mobilidade Verde e Inovação (Mover) caducasse e ampliasse o número de derrotas de Lula naquela noite. 


Em meio a essa atmosfera apreensiva, enquanto ainda se comemorava a derrubada do veto contra o fim das saidinhas, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL) estava mais preocupado com a sessão de votação que extinguiu a isenção de impostos para compras online de até U$$ 50 em plataformas como AliExpress, Shopee e Shein. 


Nada do que aconteceu no plenário, entretanto, foi inesperado. Quando o plano para aumentar impostos ao povo brasileiro foi revelado, o jabuti incluído no programa de benefícios à indústria automotiva já havia sido consumado. A revelação sobre o acordo de não haver voto nominal aconteceu somente durante a votação de um destaque na matéria, que acabou colocando uma saia justa em Arthur Lira,  


Deputado José Guimarães (PT-CE): Tem acordo, presidente. Por que não vota simbólico?
Arthur Lira (PP-AL): Deputado José Guimarães, o que o senhor está dizendo não se diz no microfone…

Com as câmeras funcionando e os microfones abertos da TV Câmara, Lira não teve outra saída a não ser revelar o acordão que pode inserir uma alíquota de 20% nas compras dos populares sites chineses, caso o Senado não altere o texto.


“Todos os partidos entenderam que a taxação feita de 20% daria um equilíbrio para manter o emprego de milhares e milhares de pessoas”, explicou o deputado alagoano, demonstrando constrangimento pelo colega petista ter exposto a trama.


“O mais importante nesse sentido foi a discussão longa, as tratativas por parte de todos os líderes, do líder do Governo, da oposição, do relator, do presidente Lula, do governo, dos deputados que trabalharam na confecção desse acordo. Nós não estamos a taxar nada além do que é previsto em uma regulação (...) É uma luta por uma regulamentação justa para todos os setores do varejo e indústrias nacionais”,  acrescentou.


Como ficam as compras das "brusinhas" nas plataformas


A concretização do desejo de setores produtivos e do governo - que precisa de mais impostos para fechar o rombo nas contas públicas - não significa que irá melhorar a vida de muitos brasileiros que adquirem itens mais baratos no exterior. Na maioria das vezes, as compras abrangem produtos que sequer são fabricados pela indústria nacional.


Em uma rápida conta, um produto de até US$ 50 custava R$ 258 para os consumidores. Com a nova alíquota de 20%, a mesma aquisição passaria a valer R$ 373, incluindo a taxação de ICMS cobrado pelos estados. Esse custo ainda pode ficar mais caro, em virtude do preço do frete cobrado na entrega da mercadoria.


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