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Jornalistas expõem abusos do STF em audiência histórica no Congresso dos EUA

Jornalistas falaram ao Subcomitê dos Direitos Humanos sobre as violações à liberdade promovidas por TSE e STF


Dia histórico para a liberdade de expressão


Nesta terça-feira (6), o Brasil viveu um momento histórico nos Estados Unidos. Pela primeira vez na história, um brasileiro prestou depoimento à Câmara dos Representantes, expondo os abusos de autoridade do judiciário no subcomitê de direitos humanos.


Embora o espaço tenha sido reservado ao testemunho das vítimas de medidas autoritárias do STF e TSE, a audiência pública - “Brasil uma crise da democracia, da liberdade e do império das leis?” - não foi um mar tranquilo.


Além dos representantes em defesa à liberdade de expressão, o evento no Congresso norte-americano foi tumultuado por parlamentares do partido democrata, como a representante Susan Wild, que tentaram ligar à reclamação brasileira com o vandalismo do 8 de Janeiro no Brasil.


Após o tumulto causado por Wild - que chamou os apoiadores de Jair Bolsonaro de golpista - chegou a vez de Michael Shellenberger, autor das matérias conhecidas como Twitter Files Brazil, dar o seu testemunho sobre a censura promovida pelo Supremo Tribunal Federal e Tribunal Superior Eleitoral.


“Nos últimos 30 anos o Brasil era uma democracia liberal com eleições livres. A Constituição em seu artigo 5 parágrafo 22 garante a liberdade de expressão. Porém, hoje o Brasil não é mais uma democracia”, ressaltou o jornalista independente.


“Hoje estou sob investigação. Tanto a corte eleitoral (TSE) como o STF estão sendo influenciados por decisões de um único juiz, que interfere e pede o banimento das redes sociais de jornalistas independentes. Ele não apenas censura conteúdos específicos. Ele os bane para sempre”, reiterou Shellenberger.


Paulo Figueiredo Filho classifica Moraes como “Ditador do Brasil”


Primeiro brasileiro a depor na Casa dos Representantes dos EUA, o jornalista Paulo Figueiredo Filho deu sequência às declarações sobre a censura no Brasil, pontuando a escalada da censura desde as eleições de 2022.


“No final de 2022, ano de eleição presidencial, eu era comentarista político na Jovem Pan, uma emissora que chegou a ser comparada a Fox News aqui nos EUA. Eu tinha mais de 5 milhões de seguidores nas redes sociais e era um dos jornalistas mais influentes, até ser alvejado pela Suprema Corte.


Após isso, todas minhas redes sociais foram canceladas para os brasileiros, bloquearam meus bens, suspenderam a confidencialidade de operações  e cancelaram meu passaporte brasileiro. Isso foi o equivalente a ser mandado para a cadeia”, ressaltou.

“A Jovem Pan, então demitiu todos os jornalistas conservadores e fiquei desempregado.

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