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J&F investe pesado no mercado de combustíveis fósseis

Investimentos da J&F em gás e petróleo contraria discurso da COP-28

Agência Brasil/EBC


COP-28, hidrogênio verde, Agenda 2030 da ONU. Os sinais dados pela política indicam que os países estão em busca da redução do uso de combustíveis fósseis, correto? O que acontece na prática, entretanto, é bem diferente da teoria.


O Grupo J&F, dos polêmicos irmãos Joesley e Wesley Batista, acaba de adquirir formalmente a Fluxus, companhia argentina especializada na exploração de óleo e gás.


Segundo o J&F - que já é acionista majoritário do frigorífico JBS, além de outros segmentos variados, como o Banco Original e companhia Eldorado de papel e celulose - os fundadores da Flux permanecerão na diretoria da empresa.


J&F mantém direção da Flexus para garantir “experiência” nos negócios


O interesse na manutenção do corpo diretivo é aproveitar a experiência de Ricardo Savini, Jorge Lorenzón e Vitor Abreu pelas gigantes ExxonMobil, Petrobras e YPF - esta última, a estatal petrolífera da Argentina.


Outro indicador da ampliação de investimentos no setor de combustíveis foi a recente aquisição de ativos consolidada pela Fluxus. A compra dos Blocos 1, 2 e Centro do Campo de Centenário, além do campo de Ramos, em Salta - ambos na Argentina -“coincidiram” com o acordo da J&F. Atualmente, os campos que serão controlados pela J&F produzem diariamente 9,3 mil barris de óleo equivalente e 1,3 milhão de m³ de gás natural.


J&F fechou acordo de leniência de R$ 10,3 bi


Em junho de 2017, a J&F fechou acordo de leniência referente às investigações promovidas pela Polícia Federal e Ministério Público nas Operações Greenfield, Sépsis, Lava Jato e Carne Fraca. Apesar de tentar revogar a punição, no final de 2022 o Superior Tribunal de Justiça indeferiu o pedido da defesa dos irmãos Batista e a multa de R$ 10,3 bilhões foi mantida.


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