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Investidores fogem do Oriente Médio e retiram somas recorde

Arábia Saudita, Israel, Catar e Emirados Árabes Unidos sofrem impacto de conflito na região

Crédito da imagem: Patricia Monteiro/Bloomberg


Fundos de ações dos EUA que acompanhavam a Arábia Saudita, sofreram fuga de capital estrangeiro em quantia recorde no mês de outubro. O motivo é bem previsível, o conflito oriental iniciado após os ataques terroristas do grupo radical Hamas ao território israelense na fronteira da Faixa de Gaza.


Dados do LSEG apontaram que o ETF iShares MSCI Saudi Arabia registrou saídas líquidas recordes, com valores de US$ 200 milhões, o que equivale a 20% do que continha no início do mês de outubro.


Catar, Emirados Árabes Unidos e Israel também sentiram o impacto do conflito nos fundos negociados em bolsa (ETFs), o que mostra o temor dos investidores quanto à instabilidade, fazendo com que os fluxos silenciassem este mês.


A fuga de capitais apresenta uma característica bastante indiscriminada, não estando completamente baseada nos fundamentos de cada país, a característica se dá por uma impressão de que toda a região apresenta riscos no momento, gerando um impacto geral negativo.


Uma questão importante é notar que a turbulência não arrefeceu as novas emissões no Golfo, direcionando para um sukuk do Fundo de Investimento Público da Arábia Saudita, e que não se pode notar um grande receio de risco de contágio. Ao mesmo tempo, é preciso ressaltar que não foram realizadas vendas de dívida corporativa de Israel desde o começo da guerra.


A verdade é que quase todas as economias da região são fortes o bastante para resistir a certas turbulências, segundo os investidores, tendo em vista que Israel possui US$ 200 bilhões em reservas, e o estados da região do Golfo são suportados pela elevação dos preços do petróleo e do gás.

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