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Haddad 'revive Dilma' e fica sem explicar como governo reduzirá os gastos públicos

Em defesa ao chefe, Fernando Haddad garantiu "compromisso" para sanear contas do governo, mas não deu pistas como o plano será executado

Agência Brasil/EBC


Durante o relançamento do Pronatec em 2015, a então presidente Dilma Rousseff (PT) “inovou” ao comentar sobre o futuro do programa. “Não vamos colocar meta. Vamos deixar a meta aberta, mas, quando atingirmos a meta, vamos dobrar a meta".


Os ares tragicômicos da era Dilma voltaram a dar às caras na segunda-feira (30) durante a coletiva do também petista, Fernando Haddad.


Ao tentar explicar que a afirmação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva não representava “abandonar” a promessa de déficit zero, o ministro da Fazenda não conseguiu traduzir como serão os próximos passos do governo para sanear as contas públicas.


“O que o presidente constatou é que esses ralos fiscais e tributários, esse gasto tributário está em um patamar exagerado, em função dessas decisões que foram tomadas em 2017”, afirmou Haddad.


“Da parte do presidente não há nenhum descompromisso. Se ele não estivesse preocupado com a situação fiscal, ele não estaria pedindo apoio da área econômica”, ressaltou.


Haddad tentou remendar fala de Lula sobre "meta zero"


Apesar de tentar “passar o pano” no desabafo de Lula, a fala do presidente foi clara. Na última sexta-feira (27), em pronunciamento no Centro Cultural Banco do Brasil, o petista adiantou que o Brasil não cumprirá a meta de déficit zero em 2024.


“Nós dificilmente chegaremos à meta zero, até porque eu não quero fazer cortes em investimentos e obras”, alertou.


Momentos depois, o mercado financeiro sentiu os efeitos colaterais do eventual descompromisso com a estabilidade da economia. Em São Paulo, a B3 registrou queda de 3,35%. Já o dólar comercial terminou a sexta cotado em R$ 5,39 - uma disparada de 4,14%.

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