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Guerra atrapalha planos de concorrência americana com nova rota da seda chinesa

Acordo de paz entre Israel e Arábia Saudita estão suspensos

Crédito da imagem: Reprodução


Após os ataques terroristas iniciados pelo Hamas contra Israel no dia 7 de outubro, o grupo terrorista usou como justificativa para os horrendos atos o argumento de uma suposta retaliação pelo que classificou como ataques contra mulheres, profanação da mesquita de al-Aqsa localizada em Jerusalém, e ainda por um cerco à Faixa de Gaza sustentado pelo governo israelense. Entretanto, pela perspectiva geopolítica, um dos objetivos dos ataques seria devolver ao debate global com mais ênfase a questão da disputa territorial e a própria existência do Estado de Israel, principalmente após as negociações de paz que envolvem o país dos judeus e a Arábia Saudita.


O acordo de paz que teve suas negociações iniciadas ainda no governo de Donald Trump, com a intermediação dos EUA, visa oficializar uma integração regional com interesses que englobam a questão comercial, como também o âmbito geopolítico, além de confirmar a legitimidade de Israel na região, incentivando outros países a fazerem o mesmo. Mas, é exatamente isso que os radicais islâmicos do Hamas e outros grupos semelhantes a ele não desejam que aconteça.


Caso seja concretizado, o acordo de paz abrirá imenso espaço para uma contraposição a outro projeto ambicioso encabeçado pela China, que conta com um orçamento trilionário e aposta em projetos de infraestrutura como rodovias, portos, ferrovias e obras no setor energético que ligam a Ásia à Europa, conhecido como a Nova Rota da Seda.


Perante o novo conflito no Oriente Médio, resta saber como Israel ficará posicionado internacionalmente, e o sucesso do projeto econômico dependerá dos desdobramentos da disputa com o Hamas.

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