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Governo promete cumprir meta fiscal, mas será forçado a cortar despesas

Depois de ser questionada por Lula, governo promete cumprir meta prevista na Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2024


Agência Brasil/EBC


No glossário da macroeconomia, o risco-país é um tipo de indicador que estima as chances de um governo pagar ou não seus títulos da dívida pública. Ele também funciona como um alerta para os investidores internacionais a respeito de um eventual calote.


Embora tenha comemorado a recente avaliação positiva do ambiente de negócios nacional, o governo Lula deixou uma péssima impressão a respeito da meta fiscal. Com o presidente da república e seu ministro da Fazenda batendo cabeças sobre o futuro déficit primário previsto no arcabouço fiscal para 2024, os players do mercado colocaram em xeque a real capacidade brasileira de arcar com seus compromissos.


No sobe e desce da gangorra política, o relator da Lei de Diretrizes Orçamentárias no Congresso, deputado Danilo Forte (União-CE), ressurgiu com a promessa de que o governo federal não irá alterar a meta original anunciada pelos Ministérios do Planejamento e Fazenda - ainda que sem apresentar as garantias para atingir seu objetivo.


A informação foi ratificada pelo ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha (PT-SP).


“Não tem iniciativa do governo para alterar a meta fiscal já estabelecida na LDO que o governo encaminhou para o Congresso Nacional. Deixamos isso explícito: não existe qualquer e não vai existir qualquer iniciativa do governo de alterar essa meta fiscal”, confirmou Padilha.


Meta exige urgência no corte de despesas


Para o economista-chefe do Rumo Econômico, Linaldo Guimarães, entretanto, não bastará vir a público ratificar a promessa de manter em zero a meta fiscal para 2024. Tendo como base as despesas discricionárias de R$ 172,3 bilhões previstas na LDO, seria imperativo um corte profundo de gastos do Executivo, ainda que a meta fosse alterada para 0,5% do Produto Interno Bruto.


Além disso, foi calculada a necessidade de mais R$ 168,5 bilhões em receitas extras para cumprir os compromissos previstos no arcabouço fiscal


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no entanto, já descartou qualquer hipótese de cortar na própria carne as despesas, segundo ele, de “projetos” anunciados pelo governo.


A hipótese de não cumprir os compromissos estabelecidos na LDO acenderam o alerta no governo, principalmente após o presidente da Cãmara alertar para “as consequências” de uma eventual pedalada fiscal.













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