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Governador diz que RJ pode "passar fome", se não renegociar dívida

Cláudio Castro foi a Brasília pedir que Haddad reconsidere pagamento de R$ 8 bilhões em 2024

Governador Cláudio Castro: Agência Brasil/EBC


Nesta semana, o gabinete do ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT) foi um dos mais procurados da Esplanada dos Ministérios. Além da visita de mais de 5 mil prefeitos, um governador em especial viajou até a capital federal para clamar por socorro.


Se por um lado, as prefeituras estão sofrendo com a queda de repasses do Fundo de Participação dos Municípios, o Rio de Janeiro admitiu que não conseguirá honrar seus compromissos com a União em tempo.


Em 2022, o estado da região Sudeste aderiu ao regime de recuperação fiscal, e se comprometeu a quitar R$ 8 bilhões até 2024. Ao todo, o governo de Cláudio Castro (PL) acumula dívidas superiores a R$ 148 bilhões.


ICMS no banco dos réus


A principal justificativa apresentada por Cláudio Castro foi que o Rio de Janeiro teve perda de receitas após o Congresso aprovar a lei que limita a cobrança de ICMS em itens como gasolina, diesel, energia e transporte público.


Com a eventual redução da alíquota do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços, Castro disse que só poderá quitar R$ 3 bilhões desse total previsto no acordo.


O governador ainda alertou, dizendo entender as dificuldades de Haddad, para uma chance de “quebradeira”, caso a dívida não seja renegociada.


Apesar de não apresentar detalhes do rombo, Cláudio Castro concluiu sua reivindicação, não descartando aumento da pobreza no Rio de Janeiro.


“Sem a renegociação, poderá haver fome no estado, atraso de salário", jurou.






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