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Goldman Sachs diz que elevação da nota do Brasil pela S&P é ‘inesperada’

Alberto Ramos enfatiza que a classificação positiva exigiria ‘reformas decisivas’

O economista e diretor de pesquisas macroeconômicas do Goldman Sachs, Alberto Ramos, declarou em relatório que a elevação da perspectiva da nota de crédito do Brasil por parte da S&P, na última quarta-feira (14), foi positiva, porém, “inesperada”. A perspectiva do rating do Brasil foi alterada pela primeira vez desde 2019 de “estável” para “positivo”, reafirmando o rating “BB- “.


Embora a nota “BB-“ esteja três níveis abaixo do chamado grau de investimento, a agência de risco S&P justificou em relatório que a alteração representa indícios de que há maior certeza a respeito de políticas fiscal e monetária estáveis, e isso pode beneficiar as chances de crescimento econômico do país que hoje são consideradas baixas.


Entre os critérios alegados pela agência estão o crescimento contínuo do PIB brasileiro em conjunto com a apresentação do novo arcabouço fiscal, que podem gerar um menor crescimento da dívida do governo o que pode suportar a flexibilização monetária e dar sustento a uma posição líquida externa.


No entanto, para a Goldman Sachs, os dados reais até o momento não justificam as boas expectativas: “Em nossa visão, além da política monetária, o mix de políticas micro e macroeconômicas e o panorama para reformas está significativamente aquém desse padrão”, declarou Ramos.

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