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Fracasso das restrições tecnológicas dos EUA à China

Tentativa de impedir avanços na indústria chinesa de semicondutores é prática fracassada de Washington

Crédito da imagem: Freepik


Lacunas no controle de exportação americano têm sido uma brecha decisiva para burlar as restrições governamentais estabelecidas contra a China, que continua comprando equipamentos de fabricação de chips dos EUA. A informação é da Comissão de Revisão Econômica e de Segurança EUA-China (USCC) divulgada pela Reuters na terça-feira (21).


A restrição determinada pelo governo americano desde 2022 é referente aos chips avançados de computação utilizados para inteligência artificial e equipamentos de fabricação de chips. O intuito da sanção é restringir a capacidade da China na fabricação e desenvolvimento de semicondutores avançados que forneçam ao país um salto em sua potência tecnológica militar.


Desde o início da implementação das proibições, a lista de empresas chinesas de tecnologia impedidas ao comércio de equipamentos tecnológicos se estendeu a várias instituições do país oriental que hoje estão na lista negra do governo americano.


Segundo informações do relatório anual do USCC, apesar de as restrições terem levado a uma redução de 50% (US$ 6,4 bilhões) nas exportações dos semicondutores americanos em direção à China, o país asiático ainda conseguiu adquirir cerca de US$ 3,1 bilhões do material para a fabricação de equipamentos nos primeiros 8 meses de 2023.


As empresas conseguem burlar os impedimentos utilizando a justificativa de que o equipamento está sendo usado em uma linha de produção mais antiga, pois este critério viabiliza a compra do material. Como agravante, o USCC alega que há uma limitação na capacidade de inspeção de uso final, o que torna impossível verificar se de fato em todos os casos o equipamento está sendo utilizado para tecnologias mais avançadas.

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