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Fraca demanda interna, impostos e juros altos são principais obstáculos no segundo semestre

Fragilidade do mercado consumidor foi apontada por 12 dos 23 setores

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) realizou entre os dias 1º e 11 de julho uma pesquisa junto a 1599 empresas do setor industrial e identificou que entre os 23 setores da indústria de transformação, 12 consideram que a fraca demanda interna foi o principal fator problemático no segundo trimestre de 2023, enquanto para outros oito setores, o problema foi apontado entre o segundo e o terceiro lugar.


Nos setores de Máquinas e Equipamentos, como também para o setor de móveis, 50% das empresas consultadas afirmaram estar preocupadas com a queda da demanda interna do último período analisado. Para mais de 40% das empresas nos setores de Impressão e reprodução, Celulose e papel, Químicos (exceto HPPC), Madeira, Minerais não-metálicos, Equipamentos de informática, eletrônicos e ópticos, Têxteis, Produtos de material plástico, Produtos de metal e Couros e artefatos de couro o problema foi sentido de forma bastante intensa.


A falta de consumidores atingiu também mais de um terço dos setores de Metalurgia, Máquinas e materiais elétricos, Produtos de borracha, Bebidas, Veículos automotores, Produtos de limpeza, perfumaria e higiene pessoal (HPPC) e Calçados e suas partes.


Outro dado importante é a percepção da indústria quanto ao sistema tributário do país como um problema grave e ainda sem solução apesar da recente “reforma” em andamento no parlamento. Para 21 dos 23 setores analisados, a carga tributária brasileira está entre os três principais fatores problemáticos para o desenvolvimento de cada um deles no último trimestre, sendo que para oito deles, ocupa o primeiro lugar no ranking.


Por fim, 30,1% de todos os setores analisados consideram ainda que as altas taxas de juros praticadas no país representam o principal obstáculo a ser vencido em sua área de atuação, tendo em vista a dificuldade de acesso ao crédito junto às instituições financeiras.

CRÉDITOS (Fotos): Montagem RBA

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