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Expresso do Oriente: a estratégia de China, Rússia e Irã para dominar a América Latina

Cada vez mais influente, o Partido Comunista Chinês dá o tom aos países que ignoram os direitos humanos e miram a conquista do Ocidente

Crédito da imagem: IRNA


O avanço do Dragão Chinês sobre a América Latina continua - e se depender do atual governo brasileiro, deve atingir um patamar sem precedentes enquanto durar o mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).


Em nova investida, o Partido Comunista Chinês acionou o emissário Li Xi, seu representante oficial na capital federal, para se reunir com a presidente do PT, a deputada federal Gleisi Hoffmann nesta quarta-feira, na sede do partido, em Brasília.


O conteúdo da agenda do encontro entre a petista e o membro do PCCh não foi divulgado. Contudo, o PT indica que as legendas irão assinar um acordo de “colaboração” entre as partes.


Contudo - ainda que de forma parcial durante a gestão de Jair Bolsonaro - o Partido Comunista Chinês tem atuado de forma incisiva não apenas no Brasil, mas em diversos pontos estratégicos da América Latina.


Alvos na América Latina


O investimento pesado começou em 2005. Até 2019 os chineses já haviam aplicado mais de US$ 62 bilhões somente na decadente Venezuela, US$ 29 bilhões no Brasil e US$ 18 bilhões no Equador.


Embora só apareça na quarta colocação no rol de investimentos de Xi Jinping, a Argentina não pode ser subestimada. Desde a década passada, o país vizinho tem entrado na mira chinesa,


Em junho deste ano, o governador da Terra do Fogo, no extremo sul do continente, assinou um protocolo de intenções com a companhia Shaanxi Chemical Industry Group para a construção de um terminal portuário.


O acordo ainda está sob debate, em virtude da desistência momentânea da província argentina em ratificar o projeto.


Direitos humanos em xeque

Crédito da imagem: EBC


Além da China, o avanço de países que não respeitam os direitos humanos como o Irã tem colocado em risco as relações diplomáticas do Brasil e outros países sul-americanos com o Ocidente.


A autorização concedida pelo governo Lula para navios de guerra iranianos atracarem no Rio de Janeiro, não escapou do radar dos EUA. No início de setembro, o senador Ted Cruz (Rep-Texas) resgatou o tema durante audiência no Congresso, e pediu que o governo Biden aplicasse sanções ao Brasil. Além do desrespeito aos direitos humanos, o Irã é um país que endossa a ação de grupos terroristas, como o Hezbollah.


Ainda há a perigosa ascensão da Rússia de Vladimir Putin, que tem ampliado sua colaboração militar com a Venezuela de Nicolás Maduro, além da influência diplomática no restante da América Latina.


Em meio à invasão da Ucrânia, iniciada em fevereiro de 2022, Putin enviou o ministro das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, para consolidar sua estratégia geopolítica em pontos considerados cruciais para a Rússia: Venezuela, Nicarágua, Cuba e o próprio Brasil.
























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