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Exportações de soja devem gerar menos receita em 2024, diz ABIOVE

Associação calcula queda de 10% no lucro obtido com embarques de grãos e óleos para o exterior

Agência Brasil/EBC


Atacado de forma direta pelo governo Lula, o agronegócio brasileiro é praticamente um fazedor de milagres, em meio à burocracia e impostos que punem os produtores. Uma das provas dessa verdadeira magia exercida pelo agro foi divulgada no balanço de 2022 da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (ABIOVE),


Segundo a organização, o produto interno bruto da cadeia produtiva da soja e do biodiesel ficou em R$ 673,7 bilhões - números que representam 27% de todo o agronegócio nacional.


Para efeito comparativo, a participação dos produtos ligados à soja era de apenas 9% há 12 anos. Isso significa que, de 2010 a 2022, o PIB da cadeia expandiu 58%, segundo apuração do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).


Queda nos preços internacionais


Embora ainda deva permanecer firme e forte neste ano - e também em 2024 - o mercado dá sinais de que haverá redução de receitas nas exportações nos próximos meses.


Conforme a Abiove, a tendência é de que aconteça uma sensível queda nos preços da soja em grãos e derivados, além da eventual redução dos embarques internacionais de farelo e óleo. Segundo cálculos feitos pela associação, os ganhos com vendas para o exterior devem bater US$ 61,1 bilhões em 2024 - 10% menos que o recorde estimado para 2023, que deverá ser aproximadamente US$ 67,2 bilhões.


Já as expectativas para a soja in natura é de que as receitas fiquem em US$ 50,5 bilhões - 5,6% a menos do que o resultado de 2023.


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