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Ex-ministro de Dilma critica plano de fiscalizar empréstimos para Cuba e Venezuela

PEC será votada na Câmara, após derrota do PT na CCJ

Um dos envolvidos no pior desempenho da economia brasileira nas últimas décadas, o ex-ministro da Fazenda e atual diretor do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social), Nelson Barbosa, criticou com veemência a intenção do Congresso Nacional em fiscalizar todos os bancos públicos antes de qualquer empréstimo ser concedido a projetos no exterior.


Barbosa lamentou que a Câmara dos Deputados queira intervir em “cada um dos programas”, destacando que esse tipo de inspeção individual não acontece em nenhum país do mundo. Barbosa, vale lembrar, atuou durante cinco meses no governo Dilma entre 2015-2016, e terminou sua participação na Fazenda sem conseguir aprovar qualquer projeto.


Segundo a Proposta de Emenda à Constituição 3/23, de autoria do deputado federal Mendonça Filho (União-PE), o Congresso Nacional deve se responsabilizar pela fiscalização de todas as operações de crédito em instituições financeiras sob controle da União quando estas envolverem projetos fora do Brasil. O texto está sob relatoria do deputado federal Arthur Maia (PP-BA), que também preside a CPMI do 8 e Janeiro.


Desta forma, os parlamentares poderão obter mais segurança sobre projetos que já deram prejuízos ao país, como empréstimos para os governos de Cuba e Venezuela ainda não quitados.


Embora os parlamentares não tenham negado o desejo de ter mais segurança sobre todo o processo, Mendonça Filho afirmou que não caberá ao legislativo vetar as operações de bancos como o BNDES dirigido por Barbosa.


“Queremos evitar eventuais direcionamentos de natureza ideológica que beneficiam um ou outro governo, mas não o Brasil”, destacou.


Em 24 de agosto, o PT apresentou um requerimento à Comissão de Constituição e Justiça do Senado para retirar da pauta a PEC que aumenta a fiscalização sobre empréstimos ao exterior. A derrota governista foi garantida por partidos que costumam compor a base, como MDB, União Brasil e PSD. O placar contrário à intervenção petista ficou em 45 a 18. Ainda não há data para a votação em plenário.

CRÉDITOS (Foto): Agência Brasil

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