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Europa repete julho, com desemprego e retração na produção industrial

Segundo a S&P Global, os metais e a indústria de mineração foram os vilões em agosto

Uma combinação de efeitos - incluindo condições operacionais pós-pandemia e a invasão russa na Ucrânia - continua a afetar o setor produtivo nos países da União Europeia. O alerta vem da mais recente apuração da S&P Global, que destaca queda em 19 dos 20 setores monitorados em agosto.


O pior segmento atingido pela crise foi o de minerais básicos e mineração, que lidera as baixas na região, dando continuidade às perdas de julho.


Segundo o levantamento, os resultados referentes ao mês passado - incluindo as perdas na mineração - só não foram piores do que os relatórios sobre maio de 2020, quando o Velho Continente foi tomado por lockdowns, decretados pelos governos do bloco, com a justificativa de controlar a crise sanitária.


Além da derrocada observada em empresas que dependem desses commodities, o aumento do desemprego também marcou as avaliações de desempenho econômico no mês passado.

De acordo com o monitoramento da S&P, somente 7 das 20 modalidades industriais contrataram mais no comparativo a julho. O destaque positivo ficou para o mercado de softwares.


A queda nos segmentos ligados aos minerais já começou a ser evidenciada em julho, aqui mesmo no Brasil. De acordo com o índice de Commodities BR, a precificação de itens como chumbo, alumínio, ferro, estanho e zinco registrou queda de 15%.


O setor industrial europeu, por sua vez, contraiu 42,7% no mesmo período, puxado pelo mal desempenho na Alemanha.


Sobre emprego, um número crescente de indústrias registou perdas de vagas: apenas sete dos 20 sectores monitorados registaram um aumento nos níveis de emprego durante o mês de agosto, o menor total em 33 meses.

CRÉDITOS (Imagem): http://Eurometal.com

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