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EUA x Brasil: as diferenças que fazem do Tio Sam a maior potência global

Com o Brasil próximo de ter o maior IVA do mundo, o Rumo Econômico apresenta um raio x comparativo com a poderosa economia dos EUA


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A poucos meses de se tornar o país com a maior alíquota de IVA (Imposto sobre Valor Agregado) do planeta, o Brasil corre alto risco de também regredir em crescimento econômico. Com mais impostos à vista e nenhuma perspectiva de corte de despesas, o país com PIB de R$ 9,9 trilhões, segundo dados de 2022, pode caminhar rumo à recessão, visto que a alta carga tributária tende a causar demissões e redução do poder de compra.


Enquanto a matéria ainda aguarda novo parecer da Câmara dos Deputados, vale a pena comprar o arcabouço econômico brasileiro com o da maior potência e democracia livre do mundo: os EUA. Apesar de estar enfrentando crises geradas pelas consequências da pandemia de covid-19, o país da América do Norte permanece atraindo investimentos e trabalhadores do mundo todo que buscam melhores condições de vida.


BRA x EUA: ganho salarial


Embora não recebam salários mensais, os norte-americanos que ganham o equivalente ao salário mínimo faturam hoje o equivalente a R$ 5.800 por mês.


Operando à base de contratos - e sem o regime CLT - o mercado de trabalho dos Estados Unidos é bem mais flexível e sujeito a taxas maiores de ocupação. Atualmente, o índice de desemprego é de 3,8%. Já o Brasil registrou duvidosos 7,8% em outubro - mais do que o dobro da norte-americana.


Combate à inflação e juros


Além de menos desocupados na sociedade, os EUA largam na frente no quesito inflacionário. Apesar dos fortes regimes de lockdown impostos por governadores de Nova York e Califórnia durante a pandemia, a inflação atual equivalente ao IPCA brasileiro (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) fechou setembro na casa dos 3,70%. Por sua vez, o Brasil tem no acumulado do ano uma inflação ligeiramente menor: 3,50%.


Embora baixo para o padrão médio inflacionário brasileiro, o índice de inflação dos EUA tem sido considerado bastante agressivo, forçando o Federal Reserve (FED) a trabalhar com medidas de política monetária contracionistas elevando de juros, caso os indicadores não convirjam para a meta de 2% ao ano nos próximos meses.


Atualmente, o FED - entidade equivalente ao Banco Central brasileiro - estipulou sua “Selic” entre 5,25% e 5,50% - menos da metade da brasileira, e ainda assim, a maior dos últimos 22 anos no país. Já o Brasil, com o corte de 0,50% anunciado em outubro, trabalha com uma taxa anual de 12,25% - uma das maiores do planeta.


Poder de compra e regime tributário


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Com PIB equivalente a R$ 93 trilhões (10 vezes superior ao do Brasil), renda per capita em torno dos US$ 70,2 mil e população de 331 milhões, os EUA também superam o Brasil com folga no quesito poder de compra. Isso porque, embora tenha menos habitantes (cerca de 214 milhões, segundo o Censo 2022 do IBGE), a renda per capita brasileira supera pouco mais de US$ 7.500.


Além de vencerem o Brasil em todos os quesitos econômicos, os Estados Unidos da América operam com um melhor custo benefício na relação do pagamento de impostos.


Assim como no Brasil, os norte-americanos pagam imposto de renda anual, chamado de Federal Income Tax. Contudo, este regime federal incide sobre quatro tipos de ganhos: individual, corporativo, na folha de pagamento e nos ganhos de capital (investimentos). As alíquotas que incidem sobre o federal income tax variam entre 10% e 37%, e são cobradas de forma progressiva (maiores salários pagam mais).


Diferente do Brasil, os EUA operam com constituições estaduais, que muitas vezes sobrepõe à carta magna federal. Com isso, alguns estados cobram do contribuinte o Income Tax (equivalente ao imposto de renda federal). Da mesma forma, muitos estados sequer aplicam esse imposto ao cidadão.


Por fim, os EUA ainda aplicam o Sales Tax, que é uma espécie de imposto geral sobre o consumo de bens e serviços (o equivalente ao ICMS). Ele é cobrado de forma bastante transparente. Ao adquirir um produto, esse tributo aparece de forma bastante visível na nota fiscal. As alíquotas variam de estado para estado, mas a alíquota é basicamente a mesma para todas as mercadorias.














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