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Estrangeiros investem menos no Brasil do que no auge da pandemia

Segundo o Banco Central, investimentos ficaram em US$ 41,6 bi - o menor volume desde 2020

Agência Brasil/EBC


Logo em seguida à aprovação do texto da reforma tributária na Câmara, a revista The Economist publicou um artigo com elogios de sobra à política externa brasileira, destacando Fernando Haddad “como um ministro eficiente”, graças ao seu poder de “convencimento” junto ao Congresso.


A matéria, evidente, não chegou a mencionar a carga bilionária recorde de emendas repassadas por Luiz Inácio Lula da Silva ao legislativo - fator que demonstrou ser mais do que suficiente para a aprovação de matérias sem o devido estudo sobre eventuais impactos negativos ao Brasil.


Menos de três meses depois dos elogios rasgados feitos pela publicação britânica que nunca escondeu sua predileção pela esquerda, os números resistem em concordar com seu conteúdo editorial.


Segundo dados atualizados pelo Banco Central, os investimentos estrangeiros diretos na economia brasileira despencaram 40% entre janeiro e setembro, computando US$ 41,6 bilhões no total acumulado. As cifras são preocupantes, já que as aplicações voltaram ao patamar de 2020, no auge da pandemia de covid-19.


Investimentos em setembro foram menores do que em 2022


Outro fator que demonstra o enfraquecimento do Brasil como porto seguro para investidores internacionais é o comparativo entre setembro de 2023 e setembro de 2022. Segundo o BC, neste ano os investimentos diretos ficaram em US$ 3,75 bi, contra US$ 9,63 bi da marca anterior do governo Bolsonaro.


Algumas analistas apontam a “desaceleração global” como fator decisivo nesse recuo. Entretanto, em 2022 o mundo ainda enfrentava resquícios da inflação gerada pelos lockdowns da pandemia, além de sequelas da guerra Rússia x Ucrânia, que impactaram setores de energia, combustíveis, fertilizantes agrícolas e alimentos.



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