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Estados Unidos em alerta para nova alta dos juros

Atualizado: 11 de set. de 2023

FED não descarta ampliar a taxa básica, que já é a maior do país em 22 anos

Os Estados Unidos não escaparam das garras do “eterno lockdown” que tomou conta da maior parte das nações durante a pandemia de covid-19. O resultado - que não demorou nada para saltar aos olhos dos consumidores - foi a alta geral dos preços e consequente disparo da inflação e desemprego.


Vale, então, uma breve volta ao passado recente da conjuntura norte-americana para o resgate desses números. Em junho de 2022, o CPI (Customer Prices Index) fechou o mês com alta de 9,1% no acumulado de 12 meses. O balanço representou o pior resultado desde 1981, quando chegou a 9,6%.


Desde então, a administração Biden e o Federal Reserve têm buscado saídas para frear o ímpeto da alta da inflação que atinge todos os segmentos, além de causar recessão.


Nesta sexta-feira (25), o banco central dos Estados Unidos, alertou que não hesitará em aumentar a taxa básica de juros para conter a nova escalada inflacionária. A medida, a propósito, repete a performance do Banco Central brasileiro. O combatido - ao menos pelo governo Lula - Roberto Campos Neto se antecipou ao pior que viria com a crise da covid-19, mantendo a Selic em alta até 2023.


Para a entidade, a conjuntura econômica dos EUA poderá encerrar 2023 com um “pouso suave”. Porém, o Federal Reserve tem ainda no radar sinais de alta dos preços ao consumidor, além de uma pressão maior do setor de serviços com variações preocupantes. A prova de que não há consenso sobre o futuro econômico está na taxa básica de juros atual, que varia entre 5,25% e 5,50%. - a maior dos últimos 22 anos.


Outra observação contundente foi a uma eventual “mão mais pesada” do banco central, para que o país não corra riscos ainda maiores. Sobre o tema, o presidente do FED, Jerome Powell, reforçou a ideia de que às vezes é preciso atuar com mais rigor do que pagar pela falta de medidas. “Fazer menos na política monetária pode solidificar uma inflação acima da meta dos 2% com custo mais altos para os empregos”, explicou o dirigente durante conferência da instituição em Jackson Hole, em Wyoming, apontando que as próximas decisões do FED serão tomadas de forma meticulosa para evitar grandes riscos.

Segundo relatório do Departamento de Trabalho dos Estados Unidos, os preços para o produtor ficaram mais altos do que o esperado em julho, assim como os valores pagos pelos consumidor, Com o levantamento em mãos, os economistas caminharam na mesma direção do FED, apostando em novas altas dos juros para conter a tendência de recessão.

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