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Em "clima de Malvinas", argentinos vão às urnas domingo decidir entre Massa e Milei

Segundo turno da disputa entre Massa e Milei acontece neste domingo (19)


Agência Brasil/EBC


Entre abril e junho de 1982, os argentinos conviveram com o drama da disputa pelo território das Ilhas Malvinas - ou Falklands - segundo a palavra final do vencedor do conflito. Embora tenha sido concluído há mais de 40 anos, o emblemático combate entre sul-americanos e britânicos ainda é fator influente na cultura e política de nossos vizinhos.


A prova do status lendário da disputa pelas Malvinas pode ser constatada na campanha do candidato governista à presidência da república, Sergio Massa. Com o uso da Inteligência Artificial, o ministro da economia de Alberto Fernández colocou seu rival da direita, Javier Milei, como apoiador do inimigo, representado pela primeira-ministra Margareth Thatcher, usada como exemplo de gestão econômica.


Ao final do vídeo de campanha, onde Thatcher aparece ordenando um ataque contra militares argentinos, Massa afirma:


“Um país não pode ser liderado por quem admira seus inimigos”,


Projetos reais para o futuro da Argentina


Embora tenha usado as benesses da máquina pública para tentar demonizar seu adversário, a proximidade do segundo turno das eleições, marcadas para este domingo (19), impõe a necessidade do conhecimento dos projetos reais que os adversários políticos têm a oferecer à Argentina, em caso de vitória nas urnas.


As promessas de Sergio Massa


A o eixo da campanha de Sergio Massa à presidência não foge aos rompantes populista do kirchnerismo - sistema político que levou os argentinos à recessão e inflação de quase 140% ao ano.


Na cartilha do ministro da Economia e candidato ao cargo máximo do executivo estão itens familiares dos partidos de esquerda. Entre eles, “mais distribuição de renda, mais educação pública, mais investimento nas universidades”,


Sem reservas cambiais, falta de combustíveis e uma população crescente abaixo da pobreza, Massa terá de rever as medidas populistas que pontuaram o governo de Alberto Fernández nos últimos 4 anos.


As promessas de Javier Milei


Demonizado tanto pelo governo Fernández como pela mídia de esquerda, o candidato de La Libertad Avanza tem em sua carta de intenções para o povo argentino uma série de medidas pontuadas por rompimentos com o sistema.


Javier Milei já disse ser contra a atual estrutura do Banco Central da Argentina, e também com o relacionamento ideológico com líderes como o próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva.


A realidade, entretanto, prova ser ainda bem distinta para colocar seus projetos em prática. Dependente do Congresso, Milei adiantou que um eventual rompimento com Lula não impedirá o livre comércio com o Brasil.


Outros pontos centrais da campanha de Javier Milei incluem reformas na segurança, saúde e educação, corte gradual de benefícios assistencialistas, além da redução da máquina pública. Milei prometeu deixar seu ministério com apenas 8 pastas essenciais.


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