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Economistas preveem que reajuste na gasolina manterá influência sobre inflação

Dados liberados pelo IBGE confirmam perspectivas

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) publicou nesta sexta-feira (12) os números da inflação brasileira medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Para o mês de abril o Índice registrou crescimento de 0,61%, acima das projeções consensuais que giravam em torno de uma variação de 0,54%. Para o acumulado do ano o número esperado era de 4,10%, entretanto, o número chegou a 4,18%.


Com elevação registrada em todos os nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo instituto, o destaque vai novamente para o mercado de saúde e cuidados pessoais, com impacto de 0,19 ponto percentual, tendo a maior variação com 1,49%. O setor teve seus números puxados para cima devido à elevação dos preços de produtos farmacêuticos e planos de saúde.


Entretanto, para o professor Rodrigo Leite, do Coppead/Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), consultado pela Investing Brasil, os transportes continuarão a puxar o índice inflacionário para cima. Leite espera uma elevação mensal de 0,6 a 0,8%, e em sua visão a grande questão gira em torno de quando o impacto da gasolina começará a retroceder, a fim de iniciar uma suavização da curva inflacionária.


Em sua avaliação os setores de Comunicação, educação e alimentação e bebidas podem arrefecer. No entanto, a perspectiva geral do professor e de inúmeros analistas é de que as incertezas ainda são elevadas quanto ao quadro inflacionário: “A inflação pode tanto fechar dentro da meta quanto pode estourar a meta por muito. Eu diria um valor entre 6 e 7%, acima da meta”, disse Leite.

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