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Economia global pode 'partir' em dois blocos rivais

Presidente do Banco Central Europeu faz alerta sobre riscos de uma fragmentação econômica a nível mundial

Crédito da imgem: Reprodução


Em discurso no Congresso Bancário Europeu realizado na última semana, a presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, declarou que as recentes tensões geopolíticas certamente atuarão como fator de aceleração do processo de desglobalização da economia global. Como resultado deste fenômeno, todos os países poderão ser afetados em escala significativa.


Para Lagarde, a Europa está agora em um momento decisivo, mediante as transformações provocadas por desafios comuns, como a própria desglobalização, como também a questão demográfica e da descarbonização.


E como essa fragilização poderá ser agravada? A executiva alerta para sinais crescentes de que a economia mundial tem sofrido uma fragmentação em blocos concorrentes.


Enfatizando um dos fatores agravantes, Lagarde relembrou que a Europa, em especial, tem sofrido um contínuo declínio da população em idade ativa, que começará a ser um problema real já a partir de 2025.


Em sua análise, a chefe do BCE apontou também que, à medida em que se evidenciam novas barreiras comerciais, será necessário reavaliar as cadeias de abastecimento e investir em novas que sejam mais seguras, eficientes e mais próximas. Segundo ela, com o envelhecimento da população, será cada vez mais necessário o desenvolvimento de tecnologias que possibilitem uma maior produção com menos trabalhadores.

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