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Economia chinesa reage com gastos dos consumidores e deve atingir meta para 2023

Segundo o Departamento Nacional de Estatísticas, a China teve alta de 4,9% no PIB no terceiro trimestre

Yuan chinês - Agência Brasil/EBC


Qual a situação real da economia chinesa? Se os dados apresentados nesta semana pelo Departamento Nacional de Estatísticas forem precisos, o Produto Interno Bruto do gigante asiático cresceu no terceiro trimestre de 2023 acima do esperado para o período: 4,9% em comparação ao terceiro tri de 2022.


O número é superior a levantamentos feitos por entidades independentes, que esperavam por alta de 4,4% do PIB entre julho e setembro.


Dúvidas sobre dados


O principal fator que alimenta dúvidas sobre os dados econômicos da China é a situação da construção civil/mercado imobiliário. Suas principais incorporadoras, como a China Evergrande e Country Garden, estão prestes a quebrar, acumulando dívidas trilionárias.


O mercado imobiliário, por sua vez, representa uma fatia significativa da economia: mais de 30% das receitas do país. De janeiro a setembro, o setor sofreu retração de 9,1%.


Desempenho favorável


Segundo o relatório do Departamento Nacional de Estatísticas, o crescimento acima do esperado no terceiro trimestre aconteceu em virtude do aumento dos gastos dos consumidores no período. O desempenho do comércio e serviços ainda fez com que o PIB chinês subisse 1,3% em relação ao trimestre compreendido por abril, maio e junho, quando a economia cresceu somente 0,8%.


Neste período, o governo revelou que os gastos dos consumidores ficaram abaixo da expectativa, com grande influência de compra e venda de imóveis.


Segundo pesquisa da consultora Pinpoint Asset Management, de Hong Kong, com o resultado do 3º tri, a economia da China deverá atingir a meta de 5% de crescimento estabelecida para 2023.

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