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Após negar cumprir meta fiscal, Lula pede R$ 1 trilhão de comércio exterior

Desafio foi apresentado por Lula de forma aleatória a empresários em evento da ApexBrasil


ApexBrasil - Divulgação


Em menos de 10 dias, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comprovou que não apenas Fernando Haddad é capaz de brincar com os números da economia. Depois de garantir que a meta de zero déficit não seria atingida em 2024, como antes prometido, o petista apanhou novas cifras, jogou para o alto, e lançou um desafio: subir de quase R$ 600 bilhões para R$ 1 trilhão a movimentação de exportações e importações da Balança Comercial Brasileira.


Reunido com empresários em evento da ApexBrasil (Agência Brasileira de Exportações e Investimentos), Lula abriu a caixa de promessas e ofereceu como incentivo a um crescimento fora do comum para o país.


“Vamos garantir estabilidade política, vamos garantir estabilidade social, vamos garantir estabilidade jurídica, vamos garantir estabilidade fiscal. E queremos garantir a possibilidade de vocês colocarem a inteligência empresarial para que o país cresça cada vez mais”, anunciou o chefe do executivo. “Ao invés de 600 e pouco bilhões de dólares de comércio exterior, por que a gente não estabelece uma meta de chegar a 1 trilhão de dólares e vamos buscar isso?”, questionou.


Lula arrisca números para causar impacto


A meta de R$ 1 trilhão, é uma cifra que se apresenta totalmente fora do contexto da realidade nacional. Como efeito comparativo, em 2022, o Brasil obteve 21,5% de crescimento em operações de comércio exterior, atingindo 607,7 US$ bilhões. Neste ano, até outubro, o volume de negócios era de US$ 484,7 bilhões, com prognóstico de chegar a US$ 575 bilhões - consideravelmente abaixo do ano passado.


Além de simplesmente arriscar valores, o governo Lula já deu provas de que, quando o assunto é soberba, não existem concorrentes. Enquanto especula sobre um hipotético crescimento de exportações e importações, o líder do governo no Senado, Randolfe Rodrigues, já adiantou que não irá admitir ao Congresso que não irá atingir a meta fiscal. Apesar da negativa, o mercado - e o próprio Congresso - já entendeu o recado.



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