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Crise no setor de máquinas agrícolas remete aos tempos de pandemia

Sindicato confirma quase 300 demissões em fábrica no Rio Grande do Sul, com vendas comparáveis a 2020

John Deere - divulgação


Quase R$ 1,2 trilhão. Este foi o resultado positivo dos negócios ligados ao agro em 2022 segundo o VPB - Valor Bruto da Produção Agropecuária. Para um país que atravessou dois anos consecutivos de lockdowns decretados por governadores e prefeitos, os números foram espetaculares: o segundo maior em 34 anos de apurações.


Agora, com o retorno da velha nova gestão no governo federal e mudanças nas diretrizes econômicas, o agro não deve repetir os anos dourados de 2022. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), os indicadores da safra 2024 apontam para queda de quase 3% somente na produção de grãos.


A contabilidade - embora não aponte problemas específicos para as perdas - começa a ser refletida em outros segmentos ligados ao setor, como o das máquinas agrícolas.


Crise provoca demissões em novembro


De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos de Horizontina, um dos mais tradicionais fabricantes de máquinas agrícolas em atividade, a John Deere, confirmou a demissão de quase 300 funcionários em virtude da queda nas vendas.


A fábrica de John Deere, instalada no interior do Rio Grande do Sul, reduziu sua linha de montagem para uma média de 12 máquinas ao dia. No mesmo período de 2022, este número era de 23 máquinas produzidas por dia. O balanço é equivalente ao registrado nos piores momentos da pandemia de covid-19.


De acordo com a companhia, 160 dos funcionários descontinuados são temporários, e os demais somam 3 ou mais anos de serviços prestados à companhia.



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