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Crescimento de exportações chinesas surpreendem, mas analistas alertam para fragilidade à frente

Aumento da demanda por carros elétricos também ganha destaque e pode representar apenas demanda reprimida

O mês de março surpreendeu analistas de mercado com relação às exportações da China ao apresentar um crescimento de 14,8% em comparação com o ano anterior (2022). O resultado positivo surgiu logo após cinco meses de queda sucessivas e correu na contramão da projeção de retração em 7,0% feita por pesquisa da Reuters.


Analistas apontam que o crescimento tem como fator provocador o fim do fechamento da política de zero covid realizado pelo governo chinês nos últimos meses, o que gerou uma demanda reprimida que agora retorna ao seu pico de consumo em diversos setores.


Um dos analistas consultados pela Reuters, é Zhigwei Zhang, economista chefe da Pinpoint Asset Management que declarou: "A onda de surtos de Covid em dezembro e janeiro provavelmente esgotou os estoques das fábricas. Agora que as fábricas estão operando com capacidade total, elas recuperaram os pedidos acumulados do passado", e acrescentou: "É improvável que o crescimento forte das exportações se sustente, dadas as fracas perspectivas macro globais".


Já as importações caíram abaixo do esperado (apenas 1,4%, em contraste com a previsão de 5,0%) e têm previsão de crescimento no setor agrícola, principalmente quanto à soja. O petróleo bruto e o minério de ferro também apresentaram crescimento, porém, foram compensados pela queda na importação de cobre.


Para Lv Daliang, porta-voz da Administração Geral das Alfândegas, o crescimento das exportações também se deve muito especialmente à demanda por veículos elétricos, produtos solares e baterias de lítio, entretanto, ele crê que o cenário poderá não ser tão positivo daqui por diante. A repórteres de Pequim Lv declarou na quinta-feira que "O ambiente externo ainda é grave e complicado no momento" e que "A demanda externa lenta e os fatores geopolíticos trarão maiores desafios para o desenvolvimento comercial da China".


FONTE/CRÉDITOS: Rumo Econômico com informações da Reuters

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