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Colapso iminente deve reconfigurar economia global

Previsão ultrapassa catástrofe de 1929


Crises econômicas globais têm feito parte da história da humanidade, e surgiram com mais intensidade desde o século XX. Um fato inegável é que a cada colapso, o sistema econômico sofre uma irreversível reconfiguração que “tira da zona de conforto” todos os players que dependem do sistema estabelecido até então. O momento econômico atual, não é diferente.


Em meio a inesperadas e graves turbulências como a crise sanitária da Covid-19, a guerra entre Rússia e Ucrânia e o próprio Brexit, os investidores continuaram a esperar lucrar com ações sem correr muito riscos, confiando sempre em ter como certo o socorro financeiro que sustente o mercado como um todo.


O problema desse otimismo, representado por forte aposta na baixa inflação e nos cortes de taxas de juros como meio de solução para qualquer problema estrutural, e que permeia a mente de investidores e autoridades políticas, é que em grande medida é uma positividade irracional ou mesmo precipitada, pois ignora os riscos reais de um cenário que sempre representa profundas mudanças em cada uma de suas “reconfigurações” históricas.


É fácil notar que as relações comerciais entre a China e o ocidente estão cada vez mais hostis, e que o modelo globalizado que alavancou os lucros e crescimento nas últimas décadas, baseado na terceirização dos processos produtivos estão indo por água abaixo, e justamente para dar lugar a um modelo em que predominam a autonomia e o protecionismo, ou seja, um formato extremamente nocivo aos mercados financeiros.


O castelo de cartas econômico chinês parece estar rapidamente ruindo nos últimos meses, como também podem ser notadas fortes alterações de cenário na economia americana, o que traz aos analistas um enorme sinal de alerta, principalmente mediante o fato de que as ações de combate ao atual desequilíbrio, adotadas pelos governos, parecem não apenas insuficientes, mas também, radicais ao ponto de provocar uma crise global sem precedentes, talvez mais grave do que as crises de 1929 e 2008, mesmo que sua aplicação seja apenas parcial. O pior de tudo isso é que apesar dos sinais de alerta reforçados constantemente, tais fatos parecem ser ignorados pelos relatórios dos principais bancos de investimento pelo mundo.

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